Adeus ao reinado da Yamaha TMAX: a Kawasaki já tem uma maxi-scooter híbrida pronta com um botão mágico que pode mudar tudo

O que a Kawasaki está preparando pode mudar o panorama das maxi-scooters

Adeus ao reinado da Yamaha TMAX: a Kawasaki já tem uma maxi-scooter híbrida pronta com um botão mágico que pode mudar tudo.
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Fabrício Mainenti

Redator

Durante anos, a Yamaha TMAX reinou praticamente suprema na categoria das maxi-scooters premium. Nem mesmo modelos tão diferentes como a Honda X-ADV ou a Kymco 550 chegaram perto de desafiar o trono da marca japonesa. Mas isso está prestes a mudar…

A fabricante japonesa já testou seu sistema híbrido na Kawasaki Ninja 7 Hybrid e na Kawasaki Z7 Hybrid, mas o próximo passo faz muito mais sentido do que fazê-lo em duas motocicletas convencionais: levar essa arquitetura para uma maxi-scooter grande e confortável, projetada para o uso diário… com um pequeno truque chamado BOOST.

Bateria frontal, espaço de armazenamento intacto sob o assento e 69 cv ao toque de um botão

O maior desafio para qualquer híbrida é o mesmo: onde acomodar tudo sem transformar a moto em um ônibus, porque, obviamente, o motor a combustão, o motor elétrico e a bateria ocupam muito espaço, e em uma motocicleta convencional, isso se traduz em concessões, como já vimos nas duas híbridas lançadas até agora. Em uma scooter maior, no entanto, há mais margem de manobra se a arquitetura for otimizada de forma inteligente.

Assim, a Kawasaki propõe uma solução inteligente: mover a bateria para a frente, bem em frente ao motor. Esse posicionamento permite que o fluxo de ar durante a condução ajude a resfriar as células, o que é crucial ao exigir o máximo desempenho do sistema híbrido, pois temperaturas mais baixas significam potência mais consistente ao ativar o modo mais agressivo.

E é aqui que entra em ação o famoso botão BOOST. O motor bicilíndrico de 451 cc, que na configuração híbrida produz cerca de 59 cv, conta com o impulso elétrico para entregar picos combinados próximos a 69 cv. Não estamos falando de um número enorme em termos absolutos, mas sim de uma entrega imediata e potente, especialmente útil para entrar e ultrapassar em rodovias. A TMAX oferece isso de uma maneira bem diferente… A questão é: será que funciona?

Imágenes | Kawasaki

Mas para acomodar tudo isso, o chassi é mais longo na frente, resultando em uma distância entre eixos generosa, mais condizente com uma scooter touring do que com uma puramente urbana. Mesmo assim, o conceito prático permanece: uma ampla plataforma para os pés e espaço de armazenamento sob o assento que, graças ao novo design do tanque, ainda permite acomodar pelo menos um capacete integral. Nesse segmento, isso é imprescindível.

Outro diferencial é a transmissão. Em vez de uma CVT tradicional, esta maxi-scooter herdará a transmissão automática de seis velocidades já presente nos modelos híbridos da marca. Isso possibilita uma condução mais direta, com uma sensação real de relações de marcha, e se alinha melhor com a filosofia de uma "scooter que acelera como uma motocicleta".

O preço, obviamente, não será de entrada. Se tomarmos como referência a atual linha híbrida da Kawasaki, o preço inicial é superior a € 13 mil (cerca de R$ 81.993). Porém, observando a evolução do mercado de maxi-scooters premium na Espanha, onde a TMAX continua sendo muito desejada apesar do preço, não parece ser uma barreira intransponível.

Imagens | Kawasaki

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