A solução da China para a segurança nas estradas: cones motorizados que andam sozinhos

Com o uso de IA, pontos de GPS, programas de computador e motores elétricos, o cone de obras entra na era moderna

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Um cone de sinalização funcionando com inteligência artificial? Embora a ideia não pareça óbvia à primeira vista, é exatamente isso que a China está implementando em um número cada vez maior de estradas. Inventado em 1943 nos Estados Unidos, o cone de Lübeck, para usar seu nome exato, praticamente não evoluiu desde sua criação em sua forma atual.

Para contar um pouco da história, sua origem remonta à Idade Média, na cidade alemã de Lübeck, no norte da Alemanha. A cidade e seu porto eram então um centro vital do comércio e utilizavam balizas em forma de cone para indicar áreas perigosas e os canais seguros de navegação.

O cone como o conhecemos se espalha primeiro pelos EUA na década de 1950 e depois pela Europa dez anos mais tarde, antes de se difundir por praticamente todo o mundo. Para torná-lo mais leve e seguro, ele passou do metal para a borracha após alguns anos. Até recentemente, essa seria a única evolução significativa desse elemento onipresente em nossas estradas. Mas isso foi antes de os engenheiros chineses voltarem sua atenção para ele.

O conceito básico é simples: tornar autônoma a implantação dos cones. Para isso, eles agora são colocados sobre bases motorizadas com rodas ou esteiras, dependendo do modelo, para se deslocarem livremente pela pista. Equipados com balizas de GPS e conectados à rede, os cones agora podem ser controlados à distância.

Graças à inteligência artificial, um grupo pode funcionar sem que seja necessário controlar os cones um a um, mantendo-se alinhados e equidistantes.

Para recarregar as baterias dos cones, foram instaladas estações de recarga nos veículos de manutenção. Também está previsto que esses cones emitam um sinal digital para alertar à distância os carros autônomos, permitindo antecipar mudanças de faixa na rodovia.

Gadget ou revolução do cone?

Evidentemente, o custo desses cones robotizados não tem comparação com o dos modelos tradicionais. Surge então a questão da sua utilidade.

Por enquanto, eles estão sendo implementados na China. O país possui uma frota de 440 milhões de carros e uma rede rodoviária que cresce a grande velocidade. Portanto, existem desafios reais de segurança viária nesse território, tanto para os usuários quanto para os agentes de manutenção.

Para dar uma ideia, na França, em 2024, esses profissionais sofreram 143 acidentes, que resultaram em 15 vítimas, enquanto a rede de autoestradas francesa é muito menor. Ao retirar os agentes das operações de colocação dos cones, o risco é consideravelmente reduzido.

Esses cones motorizados também servem para sinalizar acidentes antes da chegada das equipes de socorro. Nos trechos de autoestradas chinesas sob vigilância por vídeo, isso permite reduzir o tempo de intervenção em caso de emergência.

Se o cone tradicional se espalhou rapidamente, isso se deve em parte ao seu custo irrisório. Uma tecnologia desse tipo tem seu preço, e portanto é bastante incerto que esses cones de sinalização conectados cheguem tão cedo às nossas estradas.

Este texto foi traduzido/adaptado do site L’Automobile Magazine.


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