Serpente gigante descoberta na Índia pode rivalizar com a titanoboa e alcançar até 15 metros: Vasuki indicus

Será que ela alcança a gigante da América do Sul?

Representação da Vasuki
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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A Terra já foi habitada por criaturas de proporções colossais, e uma descoberta recente na Índia acaba de adicionar um novo titã a essa lista. Pesquisadores identificaram os fósseis de uma serpente pré-histórica, batizada de Vasuki indicus, que viveu há cerca de 47 milhões de anos. Com um comprimento estimado entre 11 e 15 metros, o animal entra para o ranking das maiores cobras que já rastejaram pelo planeta, rivalizando diretamente com a lendária Titanoboa da América do Sul.

A descoberta, publicada na revista Scientific Reports, baseia-se em 27 vértebras fossilizadas encontradas em uma mina de linhita no estado de Gujarat. Os ossos, que pertenciam a um animal adulto, indicam um corpo cilíndrico e extremamente robusto. Devido ao seu peso e tamanho extraordinários, os cientistas acreditam que a Vasuki não era uma caçadora ágil, mas sim uma predadora de emboscada, movendo-se lentamente e atacando suas presas de forma furtiva, de maneira semelhante às sucuris modernas.

Uma linhagem única do subcontinente indiano

Diferente de outras serpentes gigantes conhecidas, a Vasuki indicus pertence à extinta família Madtsoiidae, que existiu por quase 100 milhões de anos. O estudo sugere que essa linhagem específica teve origem na Índia e, a partir dali, espalhou-se por regiões da África e do sul da Europa durante o período Eoceno. O nome da espécie é uma homenagem a Vasuki, a serpente mítica da mitologia hindu que envolve o pescoço da divindade Shiva.

As dimensões das vértebras, que chegam a mais de 11 centímetros de largura, oferecem uma visão clara da força desse réptil. Embora ainda existam incertezas nas estimativas exatas de comprimento, a descoberta preenche uma lacuna importante no registro fóssil das grandes serpentes. Em suma, ainda não se sabe se ela realmente poderia transpassar o tamanho da gigantesca titanoboa.

Ela mostra que o subcontinente indiano foi um centro crucial para a evolução de répteis gigantes em um período em que as temperaturas globais eram significativamente mais altas, favorecendo o crescimento desses animais de sangue frio.

Para a paleontologia, a Vasuki não é apenas uma curiosidade sobre tamanhos extremos, mas uma peça fundamental para entender como as serpentes se dispersaram pelo mundo milhões de anos atrás.

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