Robôs estão chegando no nos Aeroportos do Japão: país irá aderir às máquinas para auxiliar com bagagens

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Os aeroportos do Japão estão prestes a ganhar novos funcionários que não precisam de férias ou descanso. A partir do início de maio, a Japan Airlines (JAL) iniciará testes com robôs humanoides para auxiliar no manuseio de bagagens e cargas. A iniciativa, realizada em parceria com o GMO Internet Group, surge como uma solução direta para dois grandes desafios enfrentados pelo país: o boom do turismo internacional e a severa escassez de mão de obra causada pelo envelhecimento da população.

Se você passar pelo Aeroporto de Haneda, em Tóquio, um dos mais movimentados do mundo, poderá avistar essas máquinas em operação. Com cerca de 1,30 metro de altura, os modelos fabricados pela Unitree são capazes de empurrar cargas e realizar tarefas fisicamente exigentes que, até então, sobrecarregavam os trabalhadores humanos. Além do pátio de manobras, a JAL planeja utilizar os robôs para outras funções repetitivas, como a limpeza das cabines das aeronaves.

Por que humanoides e não esteiras automáticas?

A escolha pelo design humanoide não é apenas estética. A JAL explicou que sistemas de automação tradicionais e fixos tiveram dificuldades no passado para se adaptar à dinâmica imprevisível do trabalho de assistência em solo. Espera-se que a versatilidade dessas novas máquinas, que conseguem operar continuamente por até três horas, supere os obstáculos que travaram tentativas anteriores de modernização nos terminais.

A implementação será feita por fases, começando pela análise das áreas mais seguras para o posicionamento das máquinas, seguida por testes em ambientes simulados. Embora em outros países a chegada de robôs gere temor de desemprego, no Japão a realidade é oposta. Com a meta de atrair milhões de turistas e uma força de trabalho que só diminui, o país vê na tecnologia uma necessidade de sobrevivência econômica e operacional.

Apesar da autonomia das máquinas, a segurança e a gestão estratégica continuarão sob o comando de "colegas" de carne e osso. O experimento deve se estender até 2028, mas o objetivo final é tornar os robôs uma presença permanente e indispensável nos portões de embarque japoneses.

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