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Você pagou, mas o jogo não é seu: movimento histórico pode obrigar a Europa a mudar a regra que permitia apagar sua biblioteca de games

Jogadores querem ter acesso vitalício ao que pagaram

Game | Fonte: Unsplash/Sigmund
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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O movimento global de jogadores conhecido como Stop Killing Games (SKG), que pode ser traduzido como "Parem de Matar os Jogos" alcançou um marco histórico nesta semana. A petição "Stop Destroying Videogames" ultrapassou a marca de 1,29 milhão de assinaturas verificadas, obrigando a Comissão Europeia a analisar formalmente uma proposta legislativa para impedir que editoras desativem jogos remotamente, tornando-os injogáveis.

A iniciativa, organizada sob o mecanismo de democracia direta da União Europeia (ICE), foca especialmente nos chamados "jogos como serviço". O objetivo é garantir que, ao encerrar o suporte a um título, as empresas deixem o software em um estado funcional, permitindo que os consumidores continuem utilizando o produto que compraram ou licenciaram.

O fim da obsolescência programada nos games

Liderada por Ross Scott, a campanha ganhou força após uma onda de desligamentos de servidores que "mataram" jogos populares. Recentemente, o movimento direcionou suas atenções para a Electronic Arts (EA), após o encerramento dos servidores de Anthem, e tem orientado jogadores na França e Alemanha sobre como solicitar reembolsos.

Pela lei da UE, quando uma petição atinge 1 milhão de assinaturas válidas, a Comissão Europeia é obrigada a dar uma resposta oficial em até seis meses.

Representantes do movimento se reunirão com comissários europeus nas próximas semanas, e o Parlamento Europeu realizará uma audiência pública para discutir o impacto dos produtos digitais descartáveis.

O movimento SKG destacou que a petição teve uma taxa de assinaturas válidas excepcionalmente alta, superando a média de outras iniciativas de cidadania.

A resposta da indústria

Até o momento, a indústria tem demonstrado resistência. O CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, chegou a comentar que "nada é eterno", defendendo o modelo de negócios atual. 

No entanto, o movimento SKG argumenta que os jogadores não deveriam perder o acesso a produtos pelos quais pagaram apenas porque a empresa decidiu cortar custos de manutenção de servidores.

A discussão que começa agora em Bruxelas pode mudar para sempre a forma como os jogos são vendidos e preservados no mundo todo, criando um precedente para que "comprar" um jogo digital realmente signifique ser dono dele para sempre, e não apenas alugá-lo por tempo indeterminado.

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