Bloqueio da internet no Irã ultrapassa 1.000 horas e se torna um dos maiores da história

Usar Starlink pode gerar pena de morte no país

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A interrupção da conectividade no Irã atingiu um marco sombrio, superando as 1.000 horas de duração e consolidando-se como um dos apagões digitais mais extensos já registrados no monitoramento global. Iniciado em 28 de fevereiro, coincidindo com ataques militares conjuntos de Israel e dos Estados Unidos contra alvos no país, o bloqueio isolou dezenas de milhões de cidadãos. Dados de organizações como NetBlocks e Cloudflare indicam que o tráfego de rede despencou para apenas 1% dos níveis normais, mantendo-se estagnado desde então.

A estratégia de isolamento do governo iraniano baseia-se na migração forçada para a Rede Nacional de Informação, uma intranet doméstica que permite apenas o acesso a sites pré-aprovados. Enquanto a economia local sofre prejuízos milionários diários e as vendas online caem drasticamente, o regime intensifica a repressão contra tentativas de burlar o sistema.

Principais efeitos do bloqueio

A complexidade e a gravidade desta situação podem ser compreendidas através dos seguintes pontos:

  • Isolamento via intranet nacional: o governo direcionou todo o tráfego para uma rede interna, bloqueando o acesso à internet global e impedindo a comunicação com plataformas internacionais.
  • Bloqueio de sinais de satélite: pesquisadores relatam o uso de "interferência de nível militar" para inutilizar os sinais da Starlink, impedindo que cidadãos usem conexões alternativas.
  • Repressão e pena de morte: novas legislações tornam a posse ou operação de terminais Starlink um crime passível de pena de morte, com autoridades buscando ativamente usuários desses dispositivos.
  • Ameaças à infraestrutura tecnológica mundial: o regime emitiu alertas diretos e ameaças de "aniquilação" contra centros de dados e infraestruturas de gigantes como OpenAI, Nvidia, Apple, Microsoft e Google.
  • Violação de direitos humanitários: organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch alertam que o apagão impede o acesso a informações de emergência em áreas atingidas por ataques aéreos, violando direitos fundamentais.

Além disso, existe o impacto econômico devastador, já que estima-se que o bloqueio custe dezenas de milhões de dólares por dia à economia iraniana, com quedas de até 80% no comércio eletrônico.

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