A robótica foi longe demais? Criaram um membro que funciona sem o corpo e o vídeo da 'mão independente' impressiona

Protótipo demonstra potencial imenso

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Inspirados pela necessidade de superar as limitações da anatomia biológica, engenheiros do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveram uma mão robótica que parece saída de um filme de ficção científica. O dispositivo é capaz de se desencaixar do braço robótico, "caminhar" de forma independente sobre superfícies e capturar objetos antes de retornar para se acoplar novamente.

Diferente das garras tradicionais que são fixas, este manipulador de modo duplo funciona tanto como uma extremidade comum de um braço quanto como uma ferramenta móvel autônoma. Ao se soltar, a mão utiliza um sistema de coordenação onde cada dedo atua como uma perna articulada, permitindo que ela navegue em múltiplas direções.

Uma evolução da anatomia biológica

O projeto, liderado pelo pesquisador Xiao Gao, não buscou apenas imitar a mão humana, mas sim expandir suas capacidades funcionais através de inovações estruturais:

  • Em vez de depender de um único polegar, cada dedo da mão robótica foi projetado para se opor a qualquer outro. Isso permite que o robô pince, segure ou envolva objetos com um controle muito mais fino e flexível que o nosso.
  • A mão pode agarrar objetos tanto para frente quanto para trás, algo que os dedos humanos são fisicamente incapazes de fazer. Essa característica permite que ela manipule múltiplos objetos ou ferramentas simultaneamente.
  • Em testes, a mão conseguiu realizar sozinha funções que normalmente exigiriam duas mãos humanas, como segurar uma garrafa e desrosquear a tampa ao mesmo tempo.

Aplicações práticas na indústria e inspeção

Apesar de sua aparência curiosa, o objetivo dos cientistas não é vigilância, mas sim utilidade industrial e manutenção. A capacidade de se desprender torna essa mão ideal para tarefas em espaços confinados onde um braço robótico inteiro — ou um trabalhador humano — não conseguiria entrar.

Entre as aplicações futuras destacam-se:

  1. Inspeção de tubulações: a mão pode entrar em dutos estreitos para verificar danos ou realizar reparos internos.
  2. Manutenção mecânica: recuperar peças caídas dentro de máquinas complexas ou remover detritos.
  3. Automação flexível: combinar plataformas móveis com mãos destacáveis para criar sistemas de exploração em ambientes de difícil acesso.

Embora ainda seja um protótipo de laboratório com velocidade de locomoção modesta, o projeto marca uma mudança de paradigma na robótica: a transição de máquinas que tentam apenas imitar o corpo humano para ferramentas projetadas puramente para a eficiência pragmática.

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