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Tatuagens invisíveis que aparecem quando você quer: é assim que funciona a PhotoTat, a tinta fotocrômica ideal para entrevistas de emprego e visitas à sua avó

Tatuagens invisíveis que aparecem quando você quer: é assim que funciona a PhotoTat, a tinta fotocrômica ideal para entrevistas de emprego e visitas à sua avó.
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Fabrício Mainenti

Redator

Geralmente, as pessoas tatuadas sentem orgulho de exibir suas tatuagens. No entanto, há ocasiões em que prefeririam não tê-las. Em certas entrevistas de emprego, ao visitar aquela avó que acha que tatuagens são coisa de marinheiro ou de presidiário, ou quando a tatuagem traz o nome de uma pessoa que você jamais deveria ter gravado na pele.

Na verdade, existem muitos motivos — estes são apenas alguns exemplos —, mas todos poderiam ser resolvidos graças ao PhotoTat, uma tinta para tatuagem invisível que só se torna visível quando exposta à radiação ultravioleta.

Tatuagens que aparecem e desaparecem

O PhotoTat, tinta desenvolvida por cientistas da Universidade do Colorado em Boulder, é composto, basicamente, por dois ingredientes. Por um lado, há compostos chamados materiais fotocrômicos. Eles possuem duas formas moleculares: uma estável e outra que assumem quando expostos a algum tipo de luz, geralmente a ultravioleta.

Ao alterarem sua conformação, passam a absorver diferentes comprimentos de onda. Por exemplo, podem deixar de ser transparentes e passar a exibir uma cor amarela. O segundo ingrediente do PhotoTat são esferas de polimetacrilato de metila (PMMA). Trata-se de um material com aparência semelhante ao vidro, frequentemente utilizado na área médica — por exemplo, no desenvolvimento de cimento ósseo e preenchimentos dérmicos.

O que esses cientistas fizeram foi inserir três tipos de materiais fotocrômicos nas esferas de PMMA, obtendo assim três tipos de pigmento: magenta, ciano e amarelo. Por serem cores primárias, elas podem ser combinadas para gerar uma variedade ainda maior de cores.

Contudo, essas cores só aparecem quando as esferas são expostas à luz ultravioleta (UV). Caso contrário, elas permanecem transparentes; portanto, uma tatuagem feita com esse material seria invisível.

Bons resultados em pele artificial

Os primeiros experimentos foram realizados em pele artificial, apresentando resultados muito promissores. Ao expor as tatuagens feitas com PhotoTat a uma dose muito baixa de luz ultravioleta — equivalente a cerca de 10 segundos de luz solar —, elas tornavam-se visíveis por horas.

Desapareciam progressivamente, mas, se fossem expostas a uma luz LED, podiam ser apagadas quase instantaneamente. É ideal para entrevistas de emprego ou para visitas à casa da avó.

Um cientista como cobaia

Após comprovar a eficácia dessas tatuagens em pele artificial, o passo seguinte seria observar como funcionariam na pele de um animal. No entanto, os cientistas não quiseram utilizar animais de laboratório. Por isso, um deles, Carson Bruns, decidiu testar a tecnologia em seu próprio corpo.

Ele aplicou o pigmento em uma tatuagem de escamas de peixe que já tinha na perna e aguardou os resultados. O desfecho foi bastante positivo: não houve efeitos adversos, e a tinta continuou aparecendo e desaparecendo conforme desejado durante os dois anos que antecederam a publicação do estudo.

Uma única pessoa não basta

Logicamente, um estudo realizado com apenas um indivíduo não é, de forma alguma, representativo. Por isso, é necessário realizar testes com mais pessoas antes que o produto chegue ao mercado. Nesses testes, não será avaliada apenas a eficácia; também serão analisadas a toxicidade, a esterilidade e a pureza da tinta.

Muito além de entrevistas de emprego

Os autores do estudo ressaltam que as aplicações do PhotoTat vão muito além de evitar arrependimentos ou lidar com situações como entrevistas de emprego. Por exemplo, pacientes com câncer frequentemente recebem pequenas tatuagens antes da radioterapia, servindo como referência para que os médicos saibam exatamente onde direcionar os feixes de radiação.

Como essas tatuagens não foram uma escolha pessoal, elas podem, inclusive, trazer lembranças dolorosas. Portanto, seria ideal que elas só ficassem visíveis quando os médicos as expusessem a uma pequena dose de luz UV, permanecendo ocultas durante todo o restante do tempo. Essa funcionalidade torna o PhotoTat uma solução muito mais valiosa.

Imagens | Magnific

Texto traduzido e adaptado do portal parceiro Xataka Espanha

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