O Apple Watch é um dos relógios inteligentes mais populares do mundo, mas muita gente têm relatado um incômodo inesperado associado ao uso do dispositivo: irritação na pele. Vermelhidão, coceira e pequenas lesões no pulso têm levado muita gente a suspeitar de alergia ao metal do dispositivo. No entanto, na maioria dos casos, o problema não está no relógio em si, mas em outros fatores, como o material da pulseira, umidade, atrito e higiene inadequada. A seguir, entenda o que pode estar por trás dessas reações e veja como evitar.
Nem sempre é alergia: suor, atrito e material da pulseira podem irritar a pele
Lesões avermelhadas e escamosas na área onde o relógio entra em contato com a pele geralmente são atribuídas a uma suposta alergia ao metal. Mas, segundo dermatologistas, a causa mais comum é a chamada dermatite de contato irritativa. Ela surge quando suor, umidade, resíduos de sujeira e bactérias ficam presos entre a pele e o relógio, especialmente quando o acessório é usado durante muito tempo ou muito apertado.
Mesmo pulseiras que visualmente parecem confortáveis, como as esportivas, podem contribuir para o problema. O material usado em algumas delas, como elastômeros e componentes acrílicos presentes em adesivos e acabamentos, pode causar irritação em pessoas mais sensíveis, principalmente quando combinado com calor e fricção constante. Em casos como esse, a pele reage não por uma alergia, mas devido uma irritação mecânica e química acumulada ao longo do tempo.
Isso não significa que alergias pelo uso do acessório não aconteça, mas são menos frequentes do que casos de irritação. Reações alérgicas a metais como níquel ou a substâncias como acrilatos tendem a reproduzir o formato exato do objeto em contato com a pele. Ainda assim, mesmo quando esses materiais estão presentes, eles costumam aparecer em quantidades controladas e dentro de limites considerados seguros.
Pessoas com peles sensíveis são mais propensas a desenvolver irritação na pele
O material de algumas pulseiras do Apple Watch, como elastômeros florais, podem causar irritação cutânea em peles sensíveis. Créditos: ShutterStock
Os casos de irritação envolvendo o uso de smartwatches não são os mais comuns nos consultórios, mas servem de alerta para quem já convive com sensibilidade cutânea. Isso porque pessoas com pele sensível, eczema, psoríase, pele muito seca ou que transpiram excessivamente estão entre as mais propensas a desenvolver essas irritações incômodas. Mas, em alguns casos raros, já foram relatadas reações incomuns, como manchas esbranquiçadas na pele (leucodermia), o que levou ao pedido de maior transparência na rotulagem de materiais usados em dispositivos vestíveis.
A própria Apple reconhece que pessoas podem apresentar reações cutâneas, seja por alergias, exposição prolongada a suor ou sensibilidade a determinados materiais. Por isso, a empresa afirma realizar testes extensivos de composição, avaliações toxicológicas e consultas com dermatologistas durante o desenvolvimento dos produtos.
Saiba como evitar a irritação e usar o Apple Watch com mais conforto
Para a maioria dos usuários, pequenas mudanças de hábito já são suficientes para evitar o problema. A primeira delas é ajustar corretamente a pulseira no pulso: nem apertada demais, para não reter umidade, nem frouxa demais a ponto de causar atrito constante. A higiene também faz diferença, sendo recomendado retirar o relógio diariamente para realizar a limpeza da pulseira com água e sabão neutro. Isso ajuda a remover suor, oleosidade e bactéria, mas é importante manter a pele bem seca antes de colocar o acessório novamente para evitar irritação. Outra alternativa é trocar a pulseira por modelos feitos de materiais hipoalergênicos ou indicados para peles sensíveis. Se a irritação não melhorar ou piorar, o ideal é suspender o uso e procurar um dermatologista para avaliação.
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