Um funcionário da Embaixada da Rússia em Ottawa, no Canadá, viralizou em agosto de 2026 depois de aparecer em um vídeo estourando balões azuis e amarelos colocados por apoiadores da Ucrânia. O homem foi identificado como Ivan Danilenkov, de 34 anos, que atua como diplomata de plantão na representação russa. O detalhe que deixou a história ainda mais curiosa é que Ivan Danilenkov teria um passado ligado ao Serviço Federal de Segurança da Rússia, o FSB. A identificação foi feita pelo jornalista investigativo Christo Grozev, que apontou que o funcionário já havia trabalhado no serviço de fronteiras do órgão de segurança russo.
Funcionário da embaixada sai para estourar balões pró-Ucrânia
O vídeo de Ivan Danilenkov que bombou nas redes aparentemente mostra uma cena comum, mas é um pouco mais complicado do que isso. Nas imagens, o funcionário da Embaixada da Rússia em Ottawa deixa o prédio e vai até os balões nas cores azul e amarelo, tradicionalmente associadas à bandeira da Ucrânia. Então ele aparece estourando os balões que haviam sido colocados por apoiadores ucranianos e, segundo as informações divulgadas, teria repetido a ação outras vezes. Veja o vídeo:
A cena não parece nada demais, mas acabou ganhando outra dimensão quando o homem e seu histórico profissional foram identificados: Ivan não era apenas um funcionário qualquer da representação diplomática russa.
O histórico de Danilenkov antes de chegar à embaixada
A investigação conduzida por Christo Grozev apontou que Ivan Danilenkov, atualmente com 34 anos, trabalhou anteriormente no Serviço de Fronteiras do FSB, órgão ligado ao aparato de segurança federal da Rússia. Hoje, ele ocupa a função de “oficial de plantão” na Embaixada da Rússia em Ottawa. Essa combinação entre o comportamento diante das câmeras e o histórico profissional de Ivan transformou o vídeo de balões em uma história sobre espionagem e segurança russa.
Não se sabe se Ivan Danilenkov é, de fato, um espião russo. Mas, se a intenção era passar despercebido, sair da embaixada para estourar balões pró-Ucrânia diante de uma câmera certamente não ajudou.
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