Adeus aos motores elétricos na F1: FIA confirma retorno aos motores V8 e quer isso antes do previsto

Presidente da FIA confirmou que Fórmula 1 voltará a usar motores V8

Mudança não poderá acontecer antes de 2031, mas entidade conversará com equipes para antecipar retorno

Imagens | Alpine, FIA
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PH Mota

Redator
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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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O regulamento técnico atual da Fórmula 1 mal foi introduzido e já há quem queira acabar com ele: Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, confirmou que os motores elétricos na Fórmula 1 estão com os dias contados. O chefe da Federação Internacional foi claro: os motores V8 retornarão em 2031.

Até lá, a FIA não tem autoridade para alterar o regulamento técnico, já que o Acordo de Concórdia assinado com as equipes e a Liberty Media expira nessa data. No entanto, Ben Sulayem afirmou que conversará com as equipes para tentar convencê-las a antecipar o retorno dos motores V8 por alguns anos.

Motores da F1 serão novamente V8, embora com turbocompressor e componente elétrico

"Em 2031, a FIA terá autoridade para trazer de volta os motores V8 sem precisar de votação das montadoras." Essas são as palavras de Ben Sulayem, presidente da FIA e responsável final pelo regulamento técnico da Fórmula 1. Não é a primeira vez que ele afirma desejar o retorno dos motores V8, mas agora parece uma certeza.

O catariano foi ainda mais longe, explicando que "os motores V8 são iminentes, e meu objetivo é antecipá-los para 2030". Ben Sulayem está empenhado em conversar com as equipes para que aceitem as mudanças nas regras antes mesmo do término do atual Acordo de Concórdia, que teoricamente vigora até 2031.

Embora possa parecer distante, os detalhes dos novos motores precisam ser finalizados este ano, com a mudança do regulamento técnico. E já existe um plano em discussão: sim, os motores V8 retornarão, mas não os mesmos usados ​​entre 2006 e 2013. A Fórmula 1 está preparando algumas alterações para adaptá-los aos tempos modernos.

FIA

Especificamente, a discussão gira em torno de motores V8 turbo de 2,4 litros com um MGU-K que mantém o componente elétrico nas unidades de potência, que, portanto, continuariam sendo híbridas. Com algumas diferenças, mas algo semelhante ao que a IndyCar fez, onde o componente elétrico existe, mas é mínimo. Além disso, o combustível continuaria sendo 100% sintético.

"Esses são os motores mais populares e fáceis de adaptar. Haverá uma pequena quantidade de eletrificação. Quase todas as nossas marcas já usam esses motores em carros de rua", conclui Ben Sulayem. Parece que Ferrari, Red Bull e Cadillac seriam muito favoráveis ​​à mudança. A Mercedes está se abstendo atualmente, posição à qual a Audi se juntou recentemente. E a Honda continua sendo a mais relutante.

O problema é que, para chegar lá, a Fórmula 1 terá que sobreviver por quase cinco anos com um regulamento técnico que quase ninguém gosta.

Imagens | Alpine, FIA

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