Nem sempre dá pra prever e você provavelmente já passou por isso: em alguns momentos, o pum simplesmente “escapa” sem fazer barulho. Em outros, ele aparece estrondoso, gerando até mesmo certo tipo de constrangimento.
O que pode parecer aleatório — ou até mesmo constrangedor — tem, na verdade, uma explicação científica bem definida. E ela envolve física, pressão e o funcionamento dos músculos do próprio corpo.
O som é resultado da vibração no ânus, não do gás em si
Ao contrário do que muita gente imagina, o barulho não é causado pelo gás. Ele surge quando o ar passa pelo ânus e faz vibrar as estruturas ao redor.
O ânus funciona como um anel muscular com duas camadas: o esfíncter interno (involuntário) e o externo (que conseguimos controlar). Quando o gás atravessa essa abertura, ele faz as bordas vibrarem.
Essa combinação vai definir o “resultado final” do famoso pum.
Pressão e velocidade do gás determinam a intensidade do barulho
Os gases se acumulam no final do intestino, aumentando a pressão interna. Quando essa pressão é liberada, o gás sai em forma de fluxo. Quanto mais gases acumulados, maior é a pressão acumulada e, consequentemente, maior é a força que esse gás tem para sair — o que aumenta sua velocidade ao passar pelo ânus.
Esse fluxo mais rápido empurra e “chacoalha” as bordas da abertura com mais intensidade, aumentando a vibração e, consequentemente, o som.
Já quando a pressão é menor, o gás sai mais lentamente. O fluxo é mais suave, não gera vibração suficiente e, por isso, pode não produzir nenhum barulho.
Relaxamento muscular permite a liberação silenciosa dos gases
Quando o esfíncter externo está relaxado, a abertura do ânus fica maior. O gás passa com mais facilidade, de forma mais espalhada e menos concentrada. Com isso, o fluxo perde velocidade e força.
Para exsistir som, o movimento precisa de vibração — e para haver vibração, o fluxo de ar precisa ser rápido o suficiente para vibrar as bordas da abertura.
Quando o músculo está relaxado, o gás simplesmente escapa sem gerar essa agitação. Ele passa de forma suave, sem provocar movimento suficiente na região.
Por isso, mesmo com uma quantidade significativa de gás, o resultado pode ser totalmente silencioso.
Processo depende de fatores involuntários do corpo
Apesar de o esfíncter externo ser parcialmente controlável, o processo como um todo depende de fatores involuntários — como a quantidade de gás acumulado, a pressão interna e até o funcionamento do intestino naquele momento.
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