A ciência finalmente explica por que algumas vezes o pum faz barulho e em outras passa totalmente despercebido

Parece aleatório, mas não é: o barulho do pum segue uma lógica precisa dentro do corpo humano

Homem sentado no sofá solta um peido ilustrado como uma explosão colorida e musical que toma a sala.
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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Nem sempre dá pra prever e você provavelmente já passou por isso: em alguns momentos, o pum simplesmente “escapa” sem fazer barulho. Em outros, ele aparece estrondoso, gerando até mesmo certo tipo de constrangimento. 

O que pode parecer aleatório — ou até mesmo constrangedor — tem, na verdade, uma explicação científica bem definida. E ela envolve física, pressão e o funcionamento dos músculos do próprio corpo.

O som é resultado da vibração no ânus, não do gás em si

Ao contrário do que muita gente imagina, o barulho não é causado pelo gás. Ele surge quando o ar passa pelo ânus e faz vibrar as estruturas ao redor.

O ânus funciona como um anel muscular com duas camadas: o esfíncter interno (involuntário) e o externo (que conseguimos controlar). Quando o gás atravessa essa abertura, ele faz as bordas vibrarem.

Essa combinação vai definir o “resultado final” do famoso pum. 

Pressão e velocidade do gás determinam a intensidade do barulho

Os gases se acumulam no final do intestino, aumentando a pressão interna. Quando essa pressão é liberada, o gás sai em forma de fluxo. Quanto mais gases acumulados, maior é a pressão acumulada e, consequentemente, maior é a força que esse gás tem para sair — o que aumenta sua velocidade ao passar pelo ânus.

Esse fluxo mais rápido empurra e “chacoalha” as bordas da abertura com mais intensidade, aumentando a vibração e, consequentemente, o som.

Já quando a pressão é menor, o gás sai mais lentamente. O fluxo é mais suave, não gera vibração suficiente e, por isso, pode não produzir nenhum barulho.

Relaxamento muscular permite a liberação silenciosa dos gases

Quando o esfíncter externo está relaxado, a abertura do ânus fica maior. O gás passa com mais facilidade, de forma mais espalhada e menos concentrada. Com isso, o fluxo perde velocidade e força.

Para exsistir som, o movimento precisa de vibração — e para haver vibração, o fluxo de ar precisa ser rápido o suficiente para vibrar as bordas da abertura.

Quando o músculo está relaxado, o gás simplesmente escapa sem gerar essa agitação. Ele passa de forma suave, sem provocar movimento suficiente na região.

Por isso, mesmo com uma quantidade significativa de gás, o resultado pode ser totalmente silencioso.

Processo depende de fatores involuntários do corpo

Apesar de o esfíncter externo ser parcialmente controlável, o processo como um todo depende de fatores involuntários — como a quantidade de gás acumulado, a pressão interna e até o funcionamento do intestino naquele momento.


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