Substâncias químicas usadas em telas de laptops, TVs e smartphones estão se acumulando em golfinhos e botos ameaçados de extinção. O alerta vem de um estudo publicado na revista Environmental Science & Technology, da American Chemical Society.
Os chamados monômeros de cristal líquido (LCMs), essenciais para o funcionamento de telas LCD, já haviam sido detectados no ar interno, na poeira e em águas residuais. Agora, pesquisadores encontraram 62 desses compostos em tecidos de golfinhos-corcunda e botos-sem-barbatana do Indo-Pacífico, coletados no Mar da China Meridional.
Embora mais concentrados na gordura, os LCMs também foram identificados no fígado, rins, músculos e até no cérebro — indicando que conseguem atravessar a barreira hematoencefálica. Testes laboratoriais mostraram que alguns desses compostos alteram a atividade de genes ligados ao reparo do DNA e à divisão celular.
Os cientistas apontam que os poluentes provavelmente entram na cadeia alimentar por meio de peixes contaminados e defendem medidas urgentes para melhorar o descarte de lixo eletrônico e reduzir os riscos à vida marinha — e à saúde humana.
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