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Estudo aponta que o hábito da sesta é saudável, desde que não ultrapasse 30 minutos

Sonecas mais longas durante o dia podem indicar a presença de doenças e estão associadas a maior mortalidade

Sesta
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Na Espanha e em alguns países da América Latina, a sesta é um pilar fundamental do estilo de vida e um prazer irrenunciável durante a tarde. Um novo estudo científico analisou o impacto desse hábito na saúde e descobriu que a duração, a frequência e a idade são fatores muito importantes na hora de fazer essa conta.

A pesquisa da Universidade de Múrcia analisou mais de 3.000 adultos em países mediterrâneos para avaliar o efeito das sestas. E descobriu que as sestas podem ser divididas em dois tipos: as com menos de 30 minutos e as com mais. Segundo os cientistas, o hábito de estender a soneca para além de meia hora está associado a ter IMC maior, maior incidência de obesidade e também maior probabilidade de desenvolver uma síndrome metabólica como, por exemplo, diabetes ou hipertensão.

Há também riscos à saúde cardiovascular. A Sociedade Europeia de Cardiologia apresentou, em 2023, diferentes dados que associavam sestas superiores a 30 minutos a quase o dobro do risco de desenvolver fibrilação atrial.

E a American Heart Association também divulgou dados que reforçavam esse ponto ao apontar que sestas superiores a uma hora aumentavam a taxa de doença cardiovascular em 1,82 vez.

O fator da idade

Um dos estudos mais importantes publicados foi encontrado na JAMA, que, após acompanhar 1.338 adultos mais velhos durante 19 anos e medir objetivamente o sono deles, pôde observar o efeito que a sesta tinha. Observou-se que dormir mais durante o dia, fazê-lo com maior frequência e concentrar a sesta pela manhã eram fatores associados a uma maior mortalidade por qualquer causa. Cada hora extra de sono diurno aumentava o risco de mortalidade em 13%.

Entre os estudos disponíveis no momento, não foi encontrada uma correlação clara; ou seja, quem dorme uma sesta de três horas por dia não necessariamente terá algum problema. O que se aponta é que a necessidade de dormir em excesso durante o dia pode ser consequência de um mau descanso noturno porque haja uma doença começando a dar sinais, como a apneia do sono.

Embora possa parecer que estamos demonizando a sesta, a realidade é que ela tem um importante componente benéfico quando se trata de sonecas de menos de 30 minutos — nesses casos, observa-se uma melhora no desempenho cognitivo. Também é uma forma de recarregar um pouco as energias para o restante do dia. 

Imagens | Unsplash

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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