Há mais de 100 anos, foi criado um capacete de motocicleta tão perfeito que ninguém conseguiu aprimorá-lo; esta nova invenção finalmente conseguiu

A tecnologia estreia apenas nos capacetes premium da Shark, que não precisam de bateria, são sem fio, têm um preço elevado e vêm em diferentes versões

Há mais de 100 anos, foi criado um capacete de motocicleta tão perfeito que ninguém conseguiu aprimorá-lo. Esta nova invenção finalmente conseguiu.
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Fabrício Mainenti

Redator

Durante anos, as viseiras fotocrômicas foram uma solução incompleta: funcionam, mas tarde demais. Quando reagem, você já passou do sol para a sombra… ou vice-versa. Em 2026, isso começa a se tornar obsoleto.

A Shark Helmets decidiu mudar sua abordagem e optar por um sistema completamente diferente, mais próximo da eletrônica do que da óptica tradicional… e que revoluciona algo tão simples quanto usar ou não óculos de sol em uma motocicleta.

Uma viseira que não espera pela química

A ideia é simples, mas bem executada. Em vez de depender de reações químicas lentas, a nova viseira usa uma película de cristal líquido que escurece ao receber energia. De onde vem essa energia? De um pequeno painel solar integrado na parte superior da viseira, praticamente imperceptível a olho nu.

Quando a luz ambiente aumenta, o painel gera a energia necessária e ativa o escurecimento imediatamente. Não há atrasos, transições intermináveis ​​ou aquele momento constrangedor em que você ainda está com a visão turva enquanto a viseira tenta se ajustar. A mudança ocorre em menos de um segundo, uma enorme diferença em comparação com as viseiras fotocrômicas clássicas, que podem levar dezenas de segundos para escurecer e ainda mais tempo para clarear.

Uma das principais características da invenção é a ausência de bateria para carregar e de porta USB escondida no capacete. O sistema é completamente autônomo, alimentado exclusivamente pela luz ambiente. Isso significa que não depende da manutenção do usuário e, em teoria, funciona enquanto houver luz suficiente para justificar a mudança de tonalidade.

A Shark insiste que esta não é apenas uma novidade chamativa, mas sim um elemento de segurança. Em estradas sinuosas, em áreas arborizadas ou em dias de céu nublado, a capacidade de adaptar a viseira quase em tempo real evita o ofuscamento e a perda momentânea de visão, algo que os motociclistas conhecem muito bem. A isto juntam-se características já de série na gama de alta gama: proteção UV total e revestimento antiembaciamento.

No entanto, esta tecnologia não está disponível para todos os capacetes da marca. Por agora, está reservada para os seus modelos mais premium: o Race-R Pro, o Aeron GP e o Aeron. O sistema é acompanhado por três opções de viseira: uma versão transparente com ligeira tonalidade e homologada para uso em estrada, e duas variantes mais escuras concebidas exclusivamente para pista, sem homologação para uso público.

O preço define claramente o seu posicionamento. A nova viseira custa cerca de € 400 (aproximadamente R$ 2.522), um valor significativamente superior ao das viseiras fotocrômicas convencionais e de outras soluções eletrônicas que utilizam baterias recarregáveis. Não é uma compra por impulso, mas sim uma declaração de intenções: velocidade real, zero espera e uma maneira diferente de pensar sobre viseiras solares para motocicletas.

Imagens | SHARK

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