Nos últimos anos, Marrocos tornou-se cada vez mais sinônimo de seca: solo ressecado, reservatórios em declínio e colheitas ruins. A imagem de um país que há muito tempo sofre com a falta de chuva. Mas neste inverno, ela retornou.
Visível do espaço
O que à distância parece ser uma nota de rodapé meteorológica, agora é visível até mesmo do espaço. Imagens do programa europeu de observação da Terra Copernicus mostram a mesma região do nordeste do país em 20 de fevereiro de 2025 e 20 de fevereiro de 2026.
Primeiro marcada pela seca, depois visivelmente mais verde. Segundo os cientistas envolvidos, dois meses de chuvas intensas transformaram terras antes áridas em uma área com vegetação relativamente densa.
Mais do que apenas um inverno chuvoso
A Reuters noticiou em janeiro, citando o Ministro da Água de Marrocos, Nizar Baraka, que a precipitação neste inverno foi 95% maior do que no ano anterior e 17% acima da média sazonal. Ao mesmo tempo, o nível de enchimento dos reservatórios subiu para 46%. Mas a história não termina aí.
Poucas semanas depois, após novas chuvas, a Reuters informou que a precipitação de inverno havia ficado, em média, 35% acima da média histórica.
Para um país como Marrocos, isso é mais do que apenas clima. A chuva aqui nunca é apenas precipitação. É alívio — e, para muitos, provavelmente também um sinal econômico.
Após anos em que a escassez de água prejudicou a agricultura, reduziu o número de cabeças de gado e aumentou a pressão sobre cidades e vilas, o inverno chuvoso significa, inicialmente, uma coisa acima de tudo: um alívio temporário.
Ainda não há sinal verde
Porque a história não é tão otimista assim. Mesmo as previsões meteorológicas cautelosamente otimistas permanecem reservadas. É claro que um inverno chuvoso pode reabastecer os reservatórios e fazer a paisagem florescer no curto prazo. Mas isso por si só não é suficiente para superar uma crise hídrica que vem se agravando há anos.
As consequências estruturais da seca prolongada deixaram marcas profundas na paisagem, na agricultura e no abastecimento de água.
Uma pausa na crise
E essa é precisamente a mensagem transmitida pelas imagens de satélite. As imagens não mostram o fim da seca, mas, no máximo, um raro momento de alívio.
Marrocos continua vulnerável ao aumento das temperaturas, à irregularidade das chuvas e a períodos prolongados de seca. O país é considerado um ponto crítico particularmente vulnerável às mudanças climáticas.
Porém, por um breve período, algo que até então parecia quase uma lembrança distante retornou.
O reflorestamento de Marrocos é, portanto, mais do que apenas um belo contraste em imagens de satélite. Demonstra que as paisagens podem se recuperar rapidamente, mesmo após longos períodos de seca.
Imagem de capa | Copérnico
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