A VAIO lançou no Brasil, nesta terça (20), a nova geração do VAIO FE16, notebook de 16 polegadas que passa a usar os processadores Intel Core Série 3, conhecidos pelo codinome Wildcat Lake. O preço sugerido começa em R$ 4.999, com vendas no site da marca e no varejo. Por aqui, a VAIO é fabricada e vendida pela Positivo Tecnologia desde 2015.
O FE16 não é novidade na linha. A geração anterior, com Core i5 e i7 de 13ª geração ou AMD Ryzen, continua à venda. O que muda agora é o chip, e é ele que dá à VAIO o argumento para chamar o modelo de "AI PC".
Notebook Vaio Fe16 - Intel Core I5 13ª Gen Windows 11 Home 16gb 512gb Ssd Wi-fi 6 Tela 16" Ips Wuxga Antirreflexo
O que é o Intel Core Série 3?
É a linha de entrada da Intel para notebooks, lançada em abril de 2026. Os chips são feitos no processo 18A, o mais avançado da empresa, e foram pensados para máquinas mais baratas, com consumo base de 15 W.
Segundo a ficha da Intel publicada pelo CNX Software, o Core 3 304 tem 5 núcleos (1 de desempenho e 4 de baixo consumo). Já o Core 5 320 e o Core 7 350 têm 6 núcleos (2 de desempenho e 4 de baixo consumo). A memória funciona em canal único, o que explica o FE16 ter um slot só de DDR5, com suporte a até 64 GB.
No site da VAIO, o FE16 novo aparece com as três opções: Core 3 304, Core 5 320 e Core 7 350.
Quanto de IA ele roda de verdade?
O release fala em NPU "de até 17 TOPS". O número vale só para o Core 7. Na própria arte de divulgação, a VAIO informa até 15 TOPS no Core 3, 16 no Core 5 e 17 no Core 7.
TOPS é a medida de quantas operações de IA o chip faz por segundo, em trilhões. A NPU é a parte do processador dedicada a essas tarefas. Ela cuida de recursos como desfoque de fundo e melhoria de áudio em videochamadas sem gastar tanta bateria.
Vale o contexto: a Microsoft exige NPU de pelo menos 40 TOPS para o selo Copilot+ PC, que libera os recursos de IA mais pesados do Windows 11. O FE16 fica bem abaixo disso. Ele tem a tecla dedicada ao Copilot e roda o assistente da Microsoft, mas boa parte do trabalho continua indo para a nuvem.
Quais são as especificações do VAIO FE16?
A tela é IPS de 16 polegadas no formato 16:10, com resolução WUXGA (1920 x 1200) e acabamento antirreflexo. Segundo a VAIO, a proporção dá cerca de 11% mais espaço vertical que uma tela 16:9 da mesma largura, o que ajuda em planilhas e documentos. A tampa abre até 180 graus.
O armazenamento é SSD NVMe M.2, com suporte a até 4 TB. A conectividade inclui:
- 3 portas USB 3.2 Gen 1 e 1 USB-C 3.2 Gen 1 (com carregamento)
- HDMI 2.0b, com saída 4K a 60 Hz
- porta de rede RJ-45 e leitor de cartão SD
- Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.2
A bateria é de 55 Wh. A VAIO promete até 10 horas de uso, medidas no teste MobileMark 2030, e avisa que a duração real varia com o uso. A webcam é de 720p, o teclado é resistente a respingos e o notebook pesa 1,8 kg, com 19,8 mm de espessura.
Um detalhe: a plataforma Wildcat Lake suporta Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 e Thunderbolt 4, segundo a ficha da Intel. A VAIO optou por Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.2, e o release não cita Thunderbolt.
Quanto custa o VAIO FE16 com Core Série 3?
O preço sugerido parte de R$ 4.999. No site da VAIO, nesta quarta (21), as versões apareciam assim:
- Core 3 304, 8 GB e 512 GB, Linux: R$ 4.940
- Core 5 320, 8 GB e 512 GB, Linux: R$ 5.704,71
- Core 5 320, 16 GB e 512 GB, Linux: R$ 6.175,29
- Core 7 350, 16 GB e 512 GB, Windows 11 Home: R$ 7.645,88
Atenção a um ponto: na loja, a versão de entrada com Core 3 304 é descrita com tela Full HD, e não WUXGA como no release. Vale conferir a ficha da configuração antes de comprar. As versões mais baratas vêm com Linux. Quem quiser Windows 11 paga mais.
Para quem faz sentido?
O FE16 mira quem precisa de tela grande para trabalhar ou estudar e quer espaço para crescer depois, com memória e SSD que podem ser ampliados. A porta de rede e o leitor de cartão também pesam para uso em escritório.
Quem procura recursos de IA mais avançados no Windows, como os do selo Copilot+, precisa olhar para chips com NPU mais forte, como os Core Ultra da própria Intel, que custam mais. A dúvida que fica é quanto a NPU de entrada vai mudar o dia a dia à medida que mais aplicativos passarem a usá-la.
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