Se você tem um produto da Apple deveria se preocupar com esse software de espionagem de elite — spywares do tipo estão se infiltrando no mundo do crime

Antes ele era usado para missões estatais, mas agora civis comuns podem estar em risco

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Um novo spyware descoberto recentemente acendeu um alerta global para usuários de iPhone. Chamado de Darksword, o software foi distribuído por meio de sites hackeados e pode ter colocado centenas de milhões de dispositivos em risco.

A campanha foi identificada por pesquisadores de segurança da Lookout, iVerify e do Google, que detectaram a invasão de dezenas de sites — principalmente na Ucrânia — usados para infectar iPhones de forma silenciosa. O malware explorava falhas em versões específicas do iOS, permitindo o roubo de dados diretamente dos aparelhos.

Quando ferramentas de espionagem viram crime comum

O que mais preocupa os especialistas não é apenas o Darksword em si, mas o contexto em que ele surgiu. Esse tipo de spyware, antes restrito a operações governamentais e espionagem estatal, está cada vez mais escapando para o mercado criminoso.

Segundo os pesquisadores, existe agora um “pipeline” ativo onde ferramentas sofisticadas acabam nas mãos de grupos com objetivos financeiros, o que aumenta drasticamente o risco de ataques em larga escala.

O Darksword foi identificado em ataques em países como Turquia, Arábia Saudita, Malásia e Ucrânia, com indícios de envolvimento tanto de empresas privadas quanto de grupos ligados a interesses estatais.

Outro ponto preocupante é o alcance potencial. Mesmo após correções lançadas pela Apple, estima-se que entre 220 e 270 milhões de iPhones ainda utilizem versões vulneráveis do sistema, principalmente devido à demora na atualização por parte dos usuários.

Além disso, a forma como o spyware foi operado chama atenção: ao contrário de ataques altamente sigilosos típicos de governos, o Darksword foi usado de maneira mais ampla e com infraestrutura reutilizada, algo mais comum em operações criminosas.

A descoberta, somada a outro spyware recente chamado Coruna, indica que existe um mercado em expansão para esse tipo de ferramenta.

Mesmo dispositivos considerados seguros não estão imunes e o maior risco agora pode vir justamente da popularização de tecnologias de espionagem que antes eram restritas a poucas pessoas, geralmente membros de governos ou polícias ao redor do mundo.

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