Em 2018, Kevin Durant investiu 100.000 dólares em uma startup; 8 anos depois, a Nvidia vai comprá-la por 12,9 bilhões de dólares

Em 2018, Kevin Durant investiu 100.000 dólares no Hugging Face; agora, a compra bilionária da plataforma pela Nvidia renderá uma fortuna ao astro da NBA

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Bárbara Castro

Redatora

Há oito anos, Kevin Durant anunciava nas redes sociais o lançamento do Hugging Face, uma plataforma em que desenvolvedores do mundo inteiro compartilham, testam e baixam modelos de inteligência artificial de código aberto. Um ano depois, revelou-se que o astro da NBA havia investido 100.000 dólares no projeto e, em 2019, aportou mais 150.000 dólares adicionais. Agora, foi divulgado que a Nvidia planeja adquirir a empresa por 12,9 bilhões de dólares — um reflexo impressionante dos valores bilionários que o setor de IA continua movimentando em 2026.

Com a negociação, o jogador de basquete pode embolsar mais de 60 milhões de dólares. A transação vem sendo apontada por especialistas financeiros como um dos investimentos mais lucrativos já realizados por um atleta de elite, superando em rendimento os seus próprios salários nas quadras nesta temporada. No entanto, fica a pergunta: o Hugging Face realmente vale quase 13 bilhões de dólares? Para uma companhia com previsão de faturamento na casa dos 150 milhões de dólares, a cifra parece desproporcional, mas há uma estratégia crucial por trás dessa superaquisição.

A Nvidia quer blindar a sua liderança

O principal motivo da compra é a necessidade da fabricante de placas de vídeo de se defender dos gigantes da tecnologia, que estão projetando seus próprios processadores dedicados. Ao assumir o controle do Hugging Face (o grande polo da IA aberta), a marca quer garantir que a comunidade global continue criando e treinando modelos otimizados para rodar diretamente em seu ecossistema de hardware.

Além disso, como o serviço permite alugar poder computacional para programadores, a fabricante ganha uma oportunidade direta para revender e monetizar sua capacidade ociosa de processamento na nuvem. Por outro lado, surge o dilema sobre a neutralidade da plataforma, que até agora oferecia suporte aberto inclusive para concorrentes diretos, como a AMD.

O impacto no mercado e o foco nos negócios

Ainda não há um comunicado oficial emitido pelas partes com detalhes sobre a conclusão do acordo. O que está evidente é que o mercado de inteligência artificial segue girando somas astronômicas. A líder do setor, que vive o período financeiro mais lucrativo de sua história após encerrar o segundo trimestre com lucros de quase 60 bilhões de dólares, não pretende desacelerar o ritmo — mesmo que essa guinada corporativa não agrade tanto à comunidade gamer.

Matéria traduzida de 3DJuegos*




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