"Afastando as pessoas dos investimentos em IA": CEO da Nvidia afirma que negatividade em torno da inteligência artificial está atrapalhando a sociedade e os governos

"Ninguém pensa nos CEOs"

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Jensen Huang, CEO da Nvidia — a empresa mais valiosa do mundo e principal fornecedora do hardware que sustenta a revolução digital —, expressou seu descontentamento com o pessimismo crescente em relação à inteligência artificial. Para Huang, o que ele chama de "narrativa do fim do mundo" (ou doomer narrative) não é apenas irritante, mas está causando danos reais à sociedade, à indústria e aos governos.

Em uma participação recente no podcast No Priors, o executivo argumentou que essa visão "catastrofista", muitas vezes inspirada por obras de ficção científica, está assustando investidores e impedindo o desenvolvimento de tecnologias que poderiam tornar a IA mais segura e produtiva.

O embate das narrativas: progresso vs. apocalipse

Huang destacou que 2025 foi marcado por uma "batalha de narrativas" entre quem vê a IA como um benefício e quem acredita que ela irá degradar ou destruir a humanidade. Embora admita que ambos os lados tenham pontos válidos, ele critica figuras respeitadas que pintam cenários apocalípticos.

Sem citar nomes, Huang alfinetou outros CEOs do setor (como Dario Amodei, da Anthropic) que defendem regulamentações mais rígidas. Para o chefe da Nvidia, essas empresas buscam leis não pelo bem da sociedade, mas para proteger seus próprios interesses comerciais.

Huang discorda frontalmente de previsões que sugerem o fim de metade dos empregos administrativos nos próximos cinco anos. Para ele, o medo excessivo impede investimentos que tornariam a tecnologia "mais funcional e útil".

A crise do "Slop" se encontra com o desemprego real

Apesar da defesa ferrenha de Huang, os críticos apontam para dados concretos que justificam o receio da população:

  1. Conteúdo de baixa qualidade: estima-se que mais de 20% do feed do YouTube já seja composto por "slop" (conteúdo lixo gerado por IA), o que gera frustração nos usuários.
  2. Cortes de vagas: o número de demissões atribuídas à automação por IA continua crescendo, alimentando a ansiedade de trabalhadores em diversas áreas.
  3. Controle de exportação: Huang também tem enfrentado tensões políticas sobre a exportação de chips para a China, defendendo que seus componentes não são contrabandeados de formas inusitadas (como em barrigas falsas de gravidez), apesar de registros oficiais indicarem o contrário.

O "clube dos executivos" incomodados

Huang não está sozinho em sua cruzada pelo "amor à IA". Outros líderes, como Satya Nadella (Microsoft) e Mustafa Suleyman (Microsoft AI), também manifestaram desconforto com a recepção negativa do público. 

Suleyman chegou a classificar as críticas como "surpreendentes", enquanto Nadella pediu que a conversa vá além do conteúdo de baixa qualidade.

No entanto, para o cidadão comum, a negatividade raramente é sobre "sentimentos de executivos", mas sim sobre o impacto real em suas carreiras e na qualidade da informação que consomem. Enquanto o hardware da Nvidia continua a bater recordes de venda, o desafio da indústria em 2026 será provar que a IA pode ser benéfica sem ser predatória.

Na internet, é possível ver as reações nas redes sociais e no vídeo da entrevista em questão e os comentários geralmente são algo como "Ninguém pensa nos CEOs, que pena", em tom irônico, ao mesmo tempo que criticam a desconexão de bilionários com a realidade da classe trabalhadora e do cidadão comum.

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