A lua de mel acabou: CEOs fizeram as contas da IA e descobriram que a promessa de lucro era uma miragem

22% dos líderes entrevistados afirmam que os gastos até aumentaram

IA no trabalho
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A inteligência artificial tem sido vendida como a solução definitiva para o mundo corporativo, mas a realidade nos escritórios de presidência é mais complexa. De acordo com a pesquisa global de CEOs da PwC, que ouviu mais de 4.400 líderes em 95 países, 56% dos executivos admitem que a implementação da IA ainda não gerou benefícios significativos em termos de receita ou redução de custos.

Embora o mercado fervilhe com o tema, os resultados práticos estão divididos. Apenas um terço dos CEOs relatou aumento na receita no último ano devido à IA, e 26% viram uma queda nos custos operacionais. 

Por outro lado, 22% afirmaram que seus gastos, na verdade, aumentaram após a adoção da tecnologia. O dado mais alarmante para quem teme uma "bolha" tecnológica é que apenas 12% das empresas conseguiram a combinação ideal: aumentar lucros e reduzir custos simultaneamente.

O segredo está na base

A análise da PwC sugere que o problema pode não ser a tecnologia em si, mas como ela é integrada. Empresas que possuem "bases de IA" sólidas — o que inclui infraestrutura tecnológica adequada e estruturas de uso responsável — têm até três vezes mais chances de obter retornos financeiros reais. 

Atualmente, para muitas organizações, a IA ainda está restrita a projetos isolados e não faz parte do núcleo de tomada de decisões.

O medo de ficar para trás

Apesar da falta de lucro imediato, o investimento em IA não deve parar. O motivo? O medo de se tornar obsoleto.

  • 69% dos líderes acreditam que a IA exigirá novas habilidades de seus funcionários em até três anos, mas menos da metade tem um plano claro para esse treinamento.
  • Três quartos dos CEOs esperam que a tecnologia impulsione a lucratividade nos próximos 12 meses.

O cenário atual revela uma corrida impulsionada menos por resultados comprovados e mais pelo risco de não se transformar rápido o suficiente. Resta saber se esse otimismo se traduzirá em balanços positivos ou se é apenas uma euforia tecnológica.

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