A inteligência artificial tem sido vendida como a solução definitiva para o mundo corporativo, mas a realidade nos escritórios de presidência é mais complexa. De acordo com a pesquisa global de CEOs da PwC, que ouviu mais de 4.400 líderes em 95 países, 56% dos executivos admitem que a implementação da IA ainda não gerou benefícios significativos em termos de receita ou redução de custos.
Embora o mercado fervilhe com o tema, os resultados práticos estão divididos. Apenas um terço dos CEOs relatou aumento na receita no último ano devido à IA, e 26% viram uma queda nos custos operacionais.
Por outro lado, 22% afirmaram que seus gastos, na verdade, aumentaram após a adoção da tecnologia. O dado mais alarmante para quem teme uma "bolha" tecnológica é que apenas 12% das empresas conseguiram a combinação ideal: aumentar lucros e reduzir custos simultaneamente.
O segredo está na base
A análise da PwC sugere que o problema pode não ser a tecnologia em si, mas como ela é integrada. Empresas que possuem "bases de IA" sólidas — o que inclui infraestrutura tecnológica adequada e estruturas de uso responsável — têm até três vezes mais chances de obter retornos financeiros reais.
Atualmente, para muitas organizações, a IA ainda está restrita a projetos isolados e não faz parte do núcleo de tomada de decisões.
O medo de ficar para trás
Apesar da falta de lucro imediato, o investimento em IA não deve parar. O motivo? O medo de se tornar obsoleto.
- 69% dos líderes acreditam que a IA exigirá novas habilidades de seus funcionários em até três anos, mas menos da metade tem um plano claro para esse treinamento.
- Três quartos dos CEOs esperam que a tecnologia impulsione a lucratividade nos próximos 12 meses.
O cenário atual revela uma corrida impulsionada menos por resultados comprovados e mais pelo risco de não se transformar rápido o suficiente. Resta saber se esse otimismo se traduzirá em balanços positivos ou se é apenas uma euforia tecnológica.
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