Diversos CEOs de montadoras chinesas começaram a reclamar que seus carros elétricos são todos iguais, afirmando que "há uma falta de inovação" e reclamando da falta de originalidade. Poucas pessoas conseguem identificar a marca e o modelo de um veículo elétrico na China.
Segundo o Car News China, Cheng Zheng, vice-presidente e chefe global de design da Geely, declarou que "a indústria chinesa sofre com uma aparente norma de seguir tendências à risca, aplicando elementos de design populares indiscriminadamente". Segundo Zheng, isso dificulta a distinção entre marcas e modelos por parte dos consumidores, baseando-se apenas na estética.
Por outro lado, Lu Fang, presidente da Voyah, também levantou essa questão, afirmando que "à primeira vista pode parecer uma competição acirrada entre as empresas, mas na realidade existe apenas uma falta de inovação no setor".
A tendência é tanta que, após a apresentação do Dongfeng Forthing Xinghai S7, o diretor de design da IM Motors, empresa-mãe da Voyah, sugeriu um possível plágio estético com o IM L7. No entanto, a verdade é que o lançamento de cópias entre produtos na China é algo bastante comum e até mesmo normalizado.
Especialistas confirmaram que as peças de diferentes fabricantes são de fato semelhantes. "Esses carros podem parecer repletos de recursos, mas na verdade são apenas cópias com uma carroceria diferente."
Diante disso, Fang afirmou que "muitas empresas buscam lucros a curto prazo, frequentemente recorrendo à cópia e à imitação em vez de inovar de forma original e com base nas necessidades do usuário.
Essa competição de baixo nível faz com que os produtos concorram principalmente por preço e especificações, resultando, em última análise, em um mercado inundado de pseudo-inovações que não atendem de fato às necessidades do usuário."
Assim, o Sohu publicou uma declaração confirmando e afirmação, mas também ressaltando que "é extremamente difícil proteger os direitos de propriedade intelectual na China".
Isso ocorre porque "determinar a violação do design exterior é inerentemente subjetivo, e muitos processos judiciais terminam em acordos ou são simplesmente arquivados". Isso pode incentivar diretamente alguns fabricantes a seguir essa tendência de forma ainda mais indiscriminada.
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