CEO afirma que desempregados deveriam pagar empresas para realizar entrevistas de emprego — mas só uma pequena taxa de R$ 100

"Sou insensível ao mundo por achar que pessoas deveriam pagar uma pequena taxa (US$ 20) para se candidatar para um trabalho?"

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Uma publicação feita há cerca de dois anos voltou a viralizar nas redes sociais após reacender um debate sobre processos seletivos e mercado de trabalho. No texto, o CEO da Grow Sciences, Mike C., questiona se candidatos deveriam pagar uma pequena taxa, equivalente a US$ 20 (cerca de R$ 100 na cotação atual), para participar de processos de contratação.

Na publicação, o executivo pergunta se seria "insensível" pensar que pessoas em busca de emprego deveriam pagar esse valor para se candidatar a uma vaga. Segundo ele, a cobrança serviria para reduzir o grande número de inscrições de candidatos considerados "desqualificados" ou incompatíveis com a vaga.

"Sou insensível ao mundo por achar que pessoas deveriam pagar uma pequena taxa (US$ 20) para se candidatar para um trabalho como forma de evitar uma quantidade esmagadora de candidaturas subqualificadas e inadequadas?".
https://www.reddit.com/r/LinkedInLunatics/comments/17qapmx/ceo_wants_to_charge_you_to_apply_then_tries_to/

Após a repercussão negativa, Mike acrescentou uma edição ao texto explicando que se tratava apenas de um "experimento mental", e não de uma proposta real adotada pela empresa. Ele também afirmou que a taxa não teria como objetivo gerar lucro e que garantiria uma entrevista presencial ao candidato, mas não uma contratação.

Mesmo assim, a ideia voltou a circular recentemente em plataformas como LinkedIn, Instagram e outras redes gerando novas críticas.

Proposta recebeu forte rejeição

Diversos profissionais de recrutamento e especialistas em carreira criticaram a sugestão. Um dos argumentos mais citados é que analisar currículos e filtrar candidatos faz parte do próprio processo de contratação das empresas, não devendo gerar custos para quem procura trabalho.

Outra crítica recorrente aponta que uma taxa aparentemente pequena pode representar um gasto elevado para pessoas desempregadas. Se um candidato enviasse dezenas ou centenas de currículos por mês, o valor acumulado poderia chegar a milhares de reais, justamente em um momento de dificuldade financeira.

Também surgiram preocupações sobre possíveis efeitos colaterais. Alguns profissionais argumentaram que um modelo desse tipo poderia incentivar empresas a manter vagas abertas apenas para arrecadar taxas de inscrição, embora esse cenário seja apenas uma hipótese levantada durante o debate e não haja evidências de que isso ocorreria.

Publicação continua gerando discussões

Embora o próprio autor tenha esclarecido que sua postagem era apenas uma reflexão teórica, o tema continua dividindo opiniões sempre que ressurge nas redes sociais.

Em geral, ele é colocado como alguém alienado, já que desempregados estariam buscando emprego justamente porque precisam de dinheiro. Além disso, a quantidade de empresas que não estariam contratando, mas entrevistariam candidatos para obter dinheiro poderia ser alarmante.

Existem até aqueles que propõem o oposto: a empresa pagar o candidato por seu tempo para mostrar seriedade.

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