Um jovem de 29 anos inventou um cimento que torna as paredes magnéticas: uma solução para pendurar objetos sem furadeira nem parafusos

O estudante argentino criou um revestimento capaz de transformar qualquer parede em uma superfície magnética

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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin é jornalista.

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Marco Agustín Secchi é um estudante argentino de Engenharia Industrial que criou um revestimento capaz de transformar qualquer parede em uma superfície magnética. A substância, batizada de Ironplac, basicamente funciona como um reboco tradicional, mas com a particularidade de permitir fixar objetos diretamente na parede com ímãs, sem necessidade de fazer furos. 

Segundo contou o jovem de 29 anos ao jornal argentino La Nación, o material é apresentado em pó, misturado com água e aplicado sobre a parede como se fosse um reboco fino convencional — ou seja, a mistura usada para revestir paredes na etapa final de uma obra.

De acordo com ele, depois de seca, a superfície fica preparada para atrair ímãs. O segredo está no fato de que a mistura incorpora uma formulação com cargas minerais e ferrosas que transformam o revestimento em uma superfície ferromagnética passiva. Secchi explica que a mistura não emite nenhum campo magnético por si só, mas reage aos ímãs que se aproximam. O usuário só precisa colar um ímã no objeto que deseja pendurar (seja um quadro, uma faca, uma ferramenta etc.) e colocá-lo na parede. Secchi afirma já ter testado com ferramentas, painéis, tábuas pequenas e até uma pá.

Incorporar partículas ferromagnéticas em argamassas ou cimentos não é algo desconhecido na pesquisa de materiais. Normalmente, esse tipo de compósito é explorado para aplicações como blindagem contra radiação ou melhoria das propriedades mecânicas. Mas o Ironplac deixa tudo isso de lado para dar um enfoque muito mais prático: pendurar objetos em uma parede sem necessidade de furos. E, claro, por outro lado, vale dizer que adoramos ímãs.

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O que ainda não está resolvido

O projeto está em fase avançada de desenvolvimento, com protótipos funcionais e demonstrações instaladas em obras reais, mas ainda não foi comercializado. Ainda precisam ser comprovados aspectos como quanto peso ele pode suportar no longo prazo, como se enquadra nas normas de construção e se o custo será competitivo o suficiente em relação a outras soluções, como painéis metálicos e fitas magnéticas, para que seja viável escalá-lo em nível industrial.

Segundo o jornal, as patentes estão em tramitação e Secchi reconhece que, neste momento, trabalha para encontrar financiamento e investidores a fim de ampliar a produção.

O jovem inventor tem claro o tipo de espaços onde vê mais potencial: oficinas, salas de aula, laboratórios, creches, escritórios. Lugares onde a possibilidade de reorganizar o espaço sem danificar as paredes tenha um valor prático real. “Tenho interesse em entender o que é necessário para que uma ideia funcione no mundo real e possa se sustentar ao longo do tempo”, declara Secchi.

Segundo o jovem, o Ironplac não pretende ser um produto fechado, mas “uma plataforma construtiva capaz de evoluir e se integrar a diferentes materiais”. Resta saber se ele conseguirá financiamento para ampliar o projeto. 

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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