O mundo inteiro sonha em viajar para o espaço, mas a astronauta que voltou da missão Artemis II  revela o preço assustador que a falta de gravidade cobra do corpo

Astronauta mostra em vídeo como o corpo perde equilíbrio após dias em microgravidade e expõe desafios da readaptação na Terra

Astronautas  Reid Wiseman, Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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A missão Artemis II marcou um novo capítulo na exploração espacial ao levar astronautas até a órbita da Lua e trazê-los de volta à Terra após quase dez dias no espaço. A jornada foi concluída em 10 de abril de 2026, com amerissagem na costa de San Diego, nos Estados Unidos. Dias depois, a astronauta Christina Hammock Koch revelou em suas redes sociais um efeito pouco glamouroso dessa experiência: a dificuldade básica de manter o equilíbrio. Em um vídeo que viralizou, ela aparece tentando andar em linha reta de olhos fechados, mas falha repetidamente. O motivo? O impacto direto da microgravidade no funcionamento do corpo humano.

Missão Artemis II levou astronautas para a Lua e revelou limites do corpo em poucos dias fora da Terra

Primeiro voo tripulado do programa Artemis, a missão Artemis II foi projetada para levar humanos de volta à órbita da Lua após mais de 50 anos, sem realizar pouso, mas testando sistemas essenciais para futuras explorações. A NASA lançou a Artemis II como parte de seu plano de estabelecer presença sustentável na Lua e preparar o caminho para missões mais ambiciosas, como o envio de astronautas a Marte. Durante quase dez dias, os tripulantes viajaram até cerca de 406 mil quilômetros da Terra, a maior distância já percorrida por humanos desde as missões Apollo.

A bordo da cápsula Orion, estavam Reid Wiseman, Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch. Embora o tempo total da missão possa parecer curto, o suficiente para uma viagem “rápida” fora da Terra, o corpo humano não funciona da mesma forma. Em um ambiente de microgravidade, como no espaço, sistemas fundamentais do corpo entram em modo de adaptação, e isso provoca efeitos no corpo dos tripulantes ao retornar a Terra.

Retorno da missão Artemis II revela impacto da microgravidade no equilíbrio e na orientação do corpo

As condições de uma viagem espacial estão bem longe de qualquer experiência comum vivenciada na Terra, e isso não termina quando a missão acaba. Dentro da cápsula Orion, os astronautas passam por um ambiente extremo, que vai de forças intensas no lançamento até a ausência total de peso no espaço, exigindo uma adaptação constante do corpo. Durante dias em microgravidade, o organismo literalmente reaprende a funcionar sem a referência da gravidade, afetando equilíbrio, orientação e a percepção de movimento.

Pensando nisso, a astronauta Christina Hammock Koch decidiu mostrar, na prática, como esse impacto é sentido no retorno. Cerca de uma semana após voltar da missão Artemis II, ela publicou em suas redes sociais um teste que parecia simples: caminhar em linha reta com os olhos fechados. No entanto, o resultado revelou um desequilíbrio evidente na astronauta, algo totalmente esperado pela ciência. Veja a seguir:

Mas por que será que isso acontece? No espaço, os órgãos vestibulares, aqueles responsáveis por informar ao cérebro como o corpo está se movendo e se posicionando, deixam de funcionar como deveriam. Sem a referência da gravidade, o cérebro passa a ignorar esses sinais e passa a depender quase exclusivamente da visão para orientação.

O problema aparece quando os astronautas voltam à Terra. De repente, a gravidade retorna, mas o cérebro ainda não está pronto para interpretá-la corretamente. Como resultado, é normal que a tripulação sofra com tontura, desorientação e dificuldade de equilíbrio..

Mas isso é só a ponta de uma questão ainda maior. A exposição à microgravidade também pode afetar ossos, músculos, sistema cardiovascular e imunológico, além de provocar alterações na visão e até no DNA. É por isso que a reabilitação do astronauta não é imediata, mas um processo gradual de reaprendizado do próprio corpo.


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