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Medicina tradicional chinesa pode conter o segredo para o fim da queda capilar

O rigor da ciência moderna validando sabedoria ancestral

Cabelo longo | Fonte: Unsplash/Ali Pazani
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Uma raiz medicinal utilizada há mais de mil anos na China está ganhando novo fôlego científico como uma potencial solução para a calvície comum. A Polygonum multiflorum (chamada popularmente de Fo-tiHe Shou Wu (何首乌) ou Polígono), historicamente conhecida por restaurar a cor e a saúde dos fios, tornou-se o foco de uma revisão científica publicada no periódico Journal of Holistic Integrative Pharmacy em 2025.

Diferente dos tratamentos convencionais como o minoxidil e a finasterida, que geralmente focam em apenas um caminho biológico, essa erva parece atuar em várias frentes simultaneamente. 

Segundo o estudo, ela bloqueia hormônios que encolhem os folículos, protege as células contra a morte prematura, ativa sinais naturais de crescimento e melhora a circulação sanguínea no couro cabeludo, facilitando a chegada de oxigênio e nutrientes.

O encontro entre a tradição e a biologia moderna

A pesquisa analisou textos históricos da Dinastia Tang e os cruzou com experimentos laboratoriais e observações clínicas atuais. Os cientistas ficaram surpresos ao notar que os relatos milenares sobre a erva "enegrecer o cabelo e nutrir a essência" alinham-se com a compreensão moderna da farmacologia capilar.

Para o autor principal da revisão, Han Bixian, o estudo prova que esses efeitos não são folclore, mas sim ciência. 

A raiz não apenas retarda o afinamento dos fios, mas parece apoiar ativamente a regeneração capilar ao influenciar múltiplos fatores de crescimento, o que pode torná-la uma alternativa mais completa aos métodos sintéticos disponíveis hoje.

Segurança no futuro dos tratamentos

Um dos grandes atrativos dessa opção é o perfil de segurança. Quando preparada conforme os métodos tradicionais, a erva apresenta menos efeitos colaterais do que os medicamentos prescritos atualmente, que são frequentemente associados a irritações no couro cabeludo ou disfunções hormonais.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores alertam que ainda são necessários ensaios clínicos de alta qualidade para confirmar a eficácia e determinar o uso ideal. 

Mesmo assim, a descoberta abre portas para novas estratégias no tratamento da alopecia androgenética, utilizando o rigor da ciência moderna para validar a sabedoria ancestral.

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