Fóssil de 75 milhões de anos revela segredo sobre tiranossauros — sua alimentação é diferente do que pensávamos

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Os tiranossauros são frequentemente retratados como predadores implacáveis no topo da cadeia alimentar, mas uma nova pesquisa da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, revela um lado mais oportunista e sombrio desses gigantes. Através de escaneamentos 3D de alta resolução, cientistas descobriram que esses dinossauros não desperdiçavam nenhuma refeição, chegando ao ponto de praticar o canibalismo para aproveitar os últimos restos de carcaças de sua própria espécie.

O estudo baseou-se na análise de um osso do pé (metatarso) de um grande tiranossauro que viveu há 75 milhões de anos. A pesquisadora Josephine Nielsen identificou 16 marcas de mordidas precisas no fóssil, que não mostravam sinais de cicatrização. 

Isso indica que um tiranossauro menor se alimentou dos restos de um parente muito maior quando este já estava morto, agindo como um "faxineiro" do ecossistema pré-histórico.

Tecnologia 3D desvenda "mistério de assassinato"

Para evitar danos ao fóssil original, encontrado em Montana (EUA), a equipe utilizou modelos digitais e impressões 3D detalhadas. A tecnologia permitiu que os pesquisadores aplicassem um sistema rigoroso de classificação científica para as marcas, diferenciando raspagens superficiais de mordidas profundas de esmagamento.

"Tem sido como resolver um antigo mistério de assassinato usando evidências de um metatarso", explica Nielsen.

A localização das mordidas é um detalhe crucial. Como os pés possuem pouquíssima carne, o fato de um tiranossauro ter mastigado essa região sugere que ele estava consumindo as sobras finais de uma carcaça já em estágio avançado de decomposição. 

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