A Netflix estreiou nesta semana os dez episódios de 'Cyberpunk: Edgerunners 2': uma história independente com novos personagens e com o Studio Trigger no comando da animação pela segunda vez. Já sabemos o que isso garante: estética altamente estilizada, muita ultraviolência e, no mínimo, uma boa dose de ideias visuais vibrantes em cada cena. 'Cyberpunk' continua em alta, e quem diria isso alguns anos atrás?
Em dezembro de 2020, o nome "Cyberpunk" era sinônimo de um fracasso. A Sony removeu o jogo "Cyberpunk 2077" da PlayStation Store uma semana após o lançamento e ofereceu reembolsos a todos os compradores. O motivo: um lançamento repleto de bugs que transformou o título em motivo de chacota. No entanto, seus criadores, a CD Projekt Red, não jogaram a toalha e iniciaram um plano meticuloso para restaurar a dignidade da franquia. Esse plano não envolvia apenas a correção dos erros do jogo, mas também uma série de projetos paralelos estimulantes, como "Edgerunners", escolhido em 2023 pelos usuários da Crunchyroll como o anime do ano.
O Studio Trigger transformou um RPG de mundo aberto em uma tragédia de dez episódios graças à sua animação frenética, que lembra "Kill la Kill", e à música brutal de Akira Yamaoka. O roteirista Bartosz Sztybor explicou que o estúdio Trigger foi escolhido para assumir o projeto porque sua paleta de cores vibrantes contrastava fortemente com a história sombria da primeira temporada. Desta vez, conheceremos um lendário edgerunner que perdeu seu brilho e sua aura; D, um netrunner nômade com contas a acertar; e Roman Carax, um jovem cinéfilo que filma a vida alheia em uma cidade que trocou o cinema pela neurodança. Entendeu alguma coisa? Parcialmente? Isso faz parte do charme de 'Cyberpunk'.
E o elenco da série continua, oferecendo um vislumbre hiperativo e frenético deste mundo futuro implacável, que já sugere que um final feliz é improvável: por exemplo, Talia cresceu entre arranha-céus corporativos e foi posteriormente endurecida pelo Maelstrom, uma gangue obcecada por brilho; sua mãe, Avida, uma ex-cantora de jazz, agora é casada com um executivo da Kang Tao. Ah, e como bônus, deixaremos para trás a atmosfera noturna que Night City incorpora em seu próprio nome. Desta vez, veremos grande parte da cidade durante o dia, e a veremos muito bem.
Texto traduzido e adaptado do site parceiro Xataka Espanha.
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