A cerca de 160 quilômetros de Natal, no litoral do Rio Grande do Norte, existe um vilarejo onde os carro precisam ficar de fora. Para entrar em Galinhos, é necessário deixar o veículo no Porto de Pratagil e fazer uma travessia de barco de aproximadamente 10 a 12 minutos.
No local, ruas de areia dividem espaço com pequenos trechos pavimentados, enquanto moradores e turistas circulam a pé, de charrete ou de buggy. Com pouco mais de 2 mil habitantes, o destino ocupa uma estreita península cercada pelo Oceano Atlântico de um lado e pelo Rio Aratuá do outro.
Para chegar a Galinhos, o carro precisa ficar para trás
Pelo asfalto, é possível chegar até o Porto de Pratagil, onde existe estacionamento e um pequeno píer. A partir dali, o restante do percurso é feito pela água. Barcos atravessam o braço de mar até Galinhos em poucos minutos.
A vila está localizada em uma península estreita, limitada pelo oceano e pelo Rio Aratuá, enquanto áreas de dunas dificultam a ligação terrestre convencional. Ao desembarcar, o visitante encontra uma pequena vila, na qual boa parte dos deslocamentos pode ser feita a pé.
Barcos são o principal meio de transporte para Galinhos. Foto: Wikimedia Commons
Buggy, charrete ou caminhada fazem parte da experiência
Galinhos não é um destino para quem procura grandes avenidas, trânsito ou uma infraestrutura turística típica de cidades litorâneas maiores.
No centro da vila, caminhar é suficiente para conhecer boa parte dos arredores. Para explorar as dunas e regiões mais afastadas, os buggies assumem o protagonismo.
As charretes, por outro lado, são uma das imagens mais características do destino e podem ser utilizadas em trajetos pela península, incluindo o caminho até o farol.
Charretes fazem parte da paisagem de Galinhos. Foto: Wikimedia Commons
Também existem opções mais tranquilas, como passeios de barco pelo mangue e atividades de canoagem no Rio Aratuá.
Uma vila entre o mar, o rio e as dunas
Galinhos tem uma população de pouco mais de 2 mil habitantes e ocupa uma área em que diferentes ambientes naturais se encontram em poucos quilômetros.
De um lado está o Oceano Atlântico. Do outro, as águas do Rio Aratuá formam áreas de mangue. Entre eles, visitantes encontram praias, dunas de areia e extensas áreas utilizadas para a produção de sal.
A produção de sal faz parte da economia tradicional do litoral do Rio Grande do Norte e criou uma paisagem completamente diferente das dunas naturais. Grandes volumes de sal branco podem ser vistos próximos às áreas de produção, criando um contraste forte com o verde do manguezal.
Dunas de sal em Galinhos . Foto: Wikimedia Commons
A paisagem muda bastante dependendo do ponto da península. Em alguns lugares, água azulada e mar aberto. Em outros, predominam as águas mais esverdeadas do braço de mar, cercadas pela vegetação do manguezal.
Para viajantes aventureiros, as Dunas do Capim e as Dunas do André, que podem ser exploradas em passeios de buggy.
Farol de 13 metros que fica na ponta da península
Um dos cartões-postais de Galinhos é o farol instalado na extremidade da península. Construído em 1931, o Farol de Galinhos pertence à Marinha do Brasil e tem aproximadamente 13 metros de altura. A torre branca com uma faixa vermelha acompanha a paisagem no ponto em que o rio encontra o mar.
Durante a execução da obra, um erro de cálculo exigiu uma adaptação para sustentar a estrutura da lanterna, o que acabou dando ao farol um formato característico. O local pode ser visitado em passeios de charrete, uma das formas mais tradicionais de percorrer a península.
Erro de cálculo transformou farol em uma paisagem diferente. Foto: Wikimedia Commons
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