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Por quanto tempo as plantas permanecerão na Terra? Uma nova pesquisa sugere até 2 bilhões de anos

Até que o brilho solar provoque mudanças drásticas no planeta

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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As plantas podem continuar existindo na Terra por muito mais tempo do que se imaginava. De acordo com uma nova pesquisa publicada na revista Journal of Geophysical Research: Atmospheres, a biosfera vegetal do planeta pode sobreviver por até 2 bilhões de anos antes que as condições se tornem hostis demais para a vida complexa.

O principal fator que determinará esse futuro distante é o Sol. Embora pareça estável para nós, a estrela vem aumentando lentamente seu brilho ao longo de bilhões de anos. Os cientistas estimam que sua luminosidade cresce cerca de 10% a cada bilhão de anos, o que influencia diretamente a temperatura da Terra.

Para entender como isso afetará as plantas, os pesquisadores Jacob Haqq-Misra e Eric Wolf utilizaram modelos climáticos tridimensionais avançados, capazes de simular as interações entre atmosfera, clima e níveis de dióxido de carbono (CO₂) ao longo de enormes escalas de tempo.

O CO₂ é essencial para a fotossíntese, mas sua quantidade na atmosfera pode diminuir gradualmente devido a um processo natural chamado intemperismo de silicatos. Nesse mecanismo, reações químicas entre rochas, chuva e dióxido de carbono removem o gás da atmosfera e o armazenam nos oceanos e no subsolo.

A equipe analisou diferentes cenários para o futuro da Terra. No mais otimista, os níveis de CO₂ permaneceriam relativamente estáveis, permitindo que plantas e animais continuassem existindo por cerca de 2 bilhões de anos. Em outro cenário, com remoção mais intensa de CO₂, a vegetação ainda conseguiria sobreviver entre 1,35 bilhão e 1,86 bilhão de anos.

Até que o brilho solar provoque mudanças drásticas

Os pesquisadores também consideraram diferentes tipos de plantas. As chamadas plantas C3, grupo que inclui árvores, arroz e trigo, são as mais sensíveis à queda do dióxido de carbono. Já plantas C4, como milho e cana-de-açúcar, e espécies com metabolismo CAM, como alguns cactos, conseguem sobreviver com concentrações muito menores do gás.

Segundo os autores, a vida vegetal poderá persistir até que o aumento do brilho solar provoque mudanças drásticas no planeta, incluindo a possível evaporação dos oceanos. Nesse estágio, a Terra deixaria de ser adequada para organismos complexos e passaria a abrigar principalmente formas de vida microscópicas.

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