Criatura gigante que parece ter saído da ficção é encontrada escondida em muro de contenção: o "trepador de areia"

Estava em um simples jardim

Representação do trepador
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.

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Uma das descobertas pré-históricas mais impressionantes da Austrália não foi feita em uma escavação remota, mas sim dentro de um muro de jardim. Pesquisadores da UNSW Sydney e do Australian Museum identificaram formalmente o Arenaerpeton supinatus, um anfíbio gigante de 240 milhões de anos. O fóssil passou décadas escondido em uma parede de contenção construída por um fazendeiro aposentado, que utilizou pedras de uma pedreira local sem saber que carregava um tesouro da era Triássica.

O exemplar, cujo nome significa "trepador de areia supino", é considerado um achado raríssimo por estar quase totalmente preservado. O fóssil mantém o esqueleto completo, com a cabeça ainda conectada ao corpo, e apresenta até contornos nítidos da pele do animal. Ele pertence ao grupo dos temnospôndilos, anfíbios extintos que habitaram a Terra antes e durante a época dos dinossauros.

Um predador fluvial com presas assustadoras

Com cerca de 1,2 metro de comprimento, o Arenaerpeton assemelha-se superficialmente à atual Salamandra Gigante Chinesa, especialmente pelo formato da cabeça. No entanto, as semelhanças param por aí. A análise das costelas e dos tecidos preservados revelou que o animal era muito mais robusto e "pesado" que seus descendentes modernos. Além disso, ele possuía uma dentadura intimidadora, incluindo um par de presas afiadas no céu da boca, usadas para caçar peixes em rios e lagos da Bacia de Sydney.

Sobrevivência através do gigantismo

A descoberta é fundamental para entender a evolução dessas criaturas. O fato de o Arenaerpeton ser maior que seus parentes contemporâneos sugere que o aumento no tamanho corporal pode ter sido uma estratégia evolutiva para sobreviver a eventos de extinção em massa. 

Na Austrália, esse grupo de anfíbios continuou a evoluir por mais 120 milhões de anos após o período deste fóssil, atingindo proporções ainda maiores com o passar do tempo.

Para os especialistas, este é um dos fósseis mais importantes encontrados em Nova Gales do Sul nas últimas três décadas. 

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