Enquanto muitos adolescentes ainda estão descobrindo o que querem ser no futuro, uma jovem brasileira de apenas 16 anos já está ajudando a repensar como a medicina trata pacientes com queimaduras graves. A partir de um projeto desenvolvido ainda no ensino médio, ela criou uma proposta de pele artificial voltada à regeneração celular, com potencial para reduzir custos, acelerar a recuperação de pacientes e minimizar riscos associados aos enxertos tradicionais.
A ideia inovadora nasceu no ambiente escolar, a partir de um projeto desenvolvido ainda no ensino médio, mas não demorou muito até cruzar fronteiras e ganhar reconhecimento internacional. Em 2025, a jovem foi premiada na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), a maior feira científica estudantil do mundo, realizada entre os dias 10 e 16 de maio do mesmo ano em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos. O projeto rendeu à jovem o Prêmio Mary Kay Inc., no valor de US$750, e colocou uma pesquisa desenvolvida no ensino médio brasileiro entre os projetos premiados em uma das principais competições científicas do mundo.
Jovem brasileira propõe alternativa aos enxertos usados no tratamento de queimaduras
O ponto de partida da pesquisa de Sofia foi a observação de um problema frequente na área da saúde pública: os enxertos de pele, muito utilizados no tratamento de queimaduras de segundo e terceiro grau, ainda apresentam alto custo, risco de rejeição e dependência de doadores, o que limita o acesso ao procedimento em muitos sistemas de saúde. Pensando nisso, a estudante passou a investigar o uso de polímeros aplicados à medicina regenerativa, buscando desenvolver um material que atuasse como suporte para a regeneração celular e, nos casos mais graves, funcionasse como um substituto térmico permanente.
O objetivo era encontrar uma solução mais eficaz, acessível e menos invasiva para a regeneração da pele em casos de pacientes com queimaduras graves, e ela conseguiu alcançá-lo. Sofia desenvolveu uma tecnologia de uma pele artificial com potencial para acelerar o processo de cicatrização e reduzir o tempo de recuperação dos pacientes, abrindo caminho para tratamentos mais eficientes.
Pesquisa no ensino médio ganha reconhecimento internacional
Quando Sofia desenvolveu o projeto da pele artificial, ela ainda era aluna do 2º ano do Ensino Médio da Escola Santa Teresinha, em Imperatriz, no Maranhão. Ela desenvolveu o projeto sob a orientação do professor Carlos Fonseca Sampaio e com apoio de iniciativas voltadas ao incentivo da ciência entre jovens, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Mostratec – Fundação Liberato e a Febrace (USP). A pesquisa levou a estudante a integrar a delegação brasileira na ISEF 2025, evento que reuniu mais de mil projetos de cerca de 60 países.
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