O celular que parece sobreviver a tudo: o realme C85 chega ao Brasil com uma resistência incrível e autonomia extrema

A linha C85 aposta na maior das certificações IP, IP69 Pro, e bateria de 7.000 mAh para um segmento que não é normal vermos esse tipo de combinação

Foto: Vinicius Braga/Xataka
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Vinicius Braga

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Vinicius Braga trabalha há mais de 20 anos com conteúdo digital. Sempre foi um entusiasta da tecnologia e sempre acreditou que inovação não é só sobre máquinas ou códigos, mas sobre pessoas. No Xataka Brasil, usa suas experiências com mídia digital, dados e inteligência artificial para aproximar o público das grandes transformações do mundo tech e mostrar como o futuro já está acontecendo e pode ser acessado por todos.

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Tem uma cena que todo usuário de smartphone já viveu: o celular cai no chão, ou perto de uma poça, ou na pia do banheiro, e o coração para de bater por segundos. O realme C85 chega ao Brasil como se quisesse tornar esse momento irrelevante. Com IP69 Pro e bateria de 7.000 mAh, ele não tenta ser o mais bonito da prateleira. Ele quer ser o que aguenta mais.

Antes de qualquer coisa, é preciso ser honesto: este não é um dispositivo que compete com flagships. Ele tem uma proposta muito específica: resistência e autonomia. O que surpreende é o quanto a realme consegue entregar em cima disso.

Uma proteção que literalmente entrou para o Guinness

O IP69 Pro não é só uma sigla bonita no papel. Ele integra os padrões IP69K, IP68 e IP66, o que na prática significa resistência a jatos de alta pressão, submersão a um metro de profundidade em até 36 tipos de líquidos (incluindo cerveja, detergente e caldo de sopa) e capacidade de ficar submerso por até 60 dias em 0,5 metro de água.

Para provar que isso não é só marketing, a realme bateu um recorde mundial em novembro passado: 280 unidades do C85 foram submersas simultaneamente em uma piscina na Indonésia por dois minutos, todas saíram funcionando, e o feito foi registrado pelo Guinness World Records.

A robustez vai além da água. A certificação MIL-STD 810H garante resistência a quedas e impactos em padrão militar, e a estrutura ArmorShell combina vidro de alta resistência com moldura de alumínio fundido. É proteção 360°, não só proteção contra chuva.

7.000 mAh: a bateria que não te abandona

Bateria de 7.000 mAh no segmento intermediário é algo que me chamou atenção. Em uso normal, um dia inteiro de carga sem ansiedade é o mínimo que você pode esperar. O carregamento rápido de 45W resolve uma carga completa em tempo razoável, e cinco minutos na tomada já garantem uma hora de vídeo, de acordo com a realme.

O detalhe que mais impressiona está nos cenários críticos: com 1% de bateria, o aparelho ainda permite 31 minutos de chamadas ou 9 horas em standby. É o tipo de dado que muda a relação com o celular no dia a dia.

Outro recurso que parece supérfluo até você precisar: o carregamento reverso de 10W, que transforma o C85 em um powerbank improvisado para carregar fones, relógios inteligentes ou outros smartphones. Prático, especialmente para quem viaja muito ou fica longe de tomadas.

A realme ainda promete que a bateria mantém sua performance por até seis anos, graças a uma tecnologia de IA que repara continuamente uma camada protetora interna. É uma promessa de longo prazo difícil de verificar agora, mas que diferencia o produto na categoria.

Tela, desempenho e IA: mais do que o básico

A tela de 6,72 polegadas com 144 Hz entrega fluidez acima do esperado. O brilho máximo de 4.000 nits na versão Pro é especialmente útil para uso em ambientes abertos e com sol forte. O que acredito ser exatamente o público que a linha C85 mira.

O Snapdragon 685, fabricado em litografia de 6 nm, com até 24 GB de RAM dinâmica e 256 GB de armazenamento, dá conta bem do multitarefa e de games casuais. Não é um chip de flagship, mas resolve com tranquilidade o que a maioria dos usuários precisa no dia a dia.

A câmera de 50 MP com IA entrega resultados sólidos em boa luz, com recursos como AI Edit Genie, que permite edições criativas por comando de voz. O aparelho também conta com Google Gemini e Circule para Pesquisar integrados.

O que poderia ser melhor

Nenhum aparelho com esse foco de proposta chega sem concessões. A combinação de bateria grande com estrutura reforçada tem impacto no peso, algo perceptível no uso prolongado para quem prefere aparelhos mais leves.

Outro ponto que merece atenção é o já conhecido bloatware da interface realme UI, que costuma exigir uma limpeza manual nos primeiros usos. Não é exclusividade da marca, mas continua sendo incômodo.

O realme C85 vale a pena?

Se você passa o dia em campo, trabalha em ambientes hostis, vive longe de tomadas ou simplesmente cansou de tratar o celular como objeto frágil, o realme C85 entrega exatamente o que promete. A combinação de IP69 Pro com 7.000 mAh ainda não tinha aparecido junta nesse segmento no Brasil (ao menos que eu tenha conhecimento), e isso por si só já justifica a atenção.

Não é para quem quer o melhor em câmera ou o design mais refinado. Mas para quem prioriza durabilidade em todos os sentidos: da carcaça à bateria. Difícil bater de frente com o C85, hein! Até porque ele é bem resistente! 


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