Apple supera a Samsung em seu próprio jogo: o iPhone 17 foi a chave para se tornar a marca número 1 do mercado

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PH Mota

Redator
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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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A Apple se tornou líder de mercado em 2025. A Counterpoint Research relata que, no final do ano passado, a empresa atingiu uma participação de mercado de 20%, o suficiente para tomar a coroa da Samsung como maior fabricante de celulares do planeta, embora por uma margem muito, muito pequena.

É a primeira vez em 14 anos que a Apple ultrapassa a Samsung em remessas de celulares, de acordo com os dados da Counterpoint. No entanto, a diferença é mínima e a Samsung está logo atrás com uma participação de mercado de 19%, apenas um ponto percentual a menos. De acordo com as previsões da consultoria,  entretanto, agora que a Apple assumiu a liderança no mercado, ela a manterá até 2029.

iPhone 17 é um sucesso para a Apple

A liderança da Apple foi conquistada devido a uma combinação de fatores. Primeiro, o iPhone 16 teve um desempenho excelente no Japão, na Índia e nos mercados do Sudeste Asiático. Segundo, e mais importante, o lançamento bem-sucedido do iPhone 17 e sua rápida adoção, que superou em muito as vendas do iPhone 16. O terceiro aspecto, explica a Counterpoint, foi o impulso do ciclo de atualizações da era da COVID-19, com milhões de usuários atualizando seus dispositivos. Todos esses fatores contribuíram para o crescimento de 10% da Apple em relação ao ano anterior, o maior entre todos os fabricantes do top 5.

Em contrapartida, a Samsung teve um crescimento anual de 5%, metade do da Apple, e adicionou 19% de participação de mercado, ficando um passo atrás da empresa liderada por Tim Cook. Segundo a Counterpoint, as principais causas desse resultado foram o bom desempenho de vendas e remessas da linha Galaxy A na faixa intermediária e a ampla adoção das linhas Galaxy S e Galaxy Z na faixa premium. A consultoria destaca ainda que ambas as linhas premium superaram seus antecessores.

Counterpoint

A Xiaomi manteve-se em terceiro lugar no pódio com 13% de participação de mercado, posição que ocupa há vários anos. Na verdade, sua posição é a mais estável de todas, mantendo o mesmo crescimento do ano passado. Vivo e OPPO trocaram de posição, ficando em quarto e quinto lugares, respectivamente, mas ambas as empresas detêm uma participação de mercado de 8%. A diferença reside no fato de que a Vivo apresentou um crescimento anual de 3% nas vendas, enquanto a OPPO teve uma queda de quatro pontos percentuais.

Nesse ponto, entra em jogo a recente aquisição da realme como submarca da OPPO. Embora a realme não possua participação de mercado suficiente para figurar entre as cinco maiores, seus 3% somam-se aos 11% totais da OPPO (que já incluem a participação percentual de sua outra submarca, a OnePlus), o suficiente para garantir facilmente o quarto lugar, superando a Vivo. Esse resultado conjunto será divulgado somente no próximo relatório trimestral da Counterpoint.

oppo

Analisando a trajetória dos anos anteriores, a Vivo apresentou o desempenho mais estável, mantendo-se com a mesma participação de 8% desde 2023, enquanto a OPPO, embora igualada em 2024, não recuperou o ponto percentual perdido em 2023. Nesse sentido, a Samsung conseguiu recuperar o ponto percentual perdido em 2024, mas não foi suficiente, já que a Apple recuperou dois pontos percentuais, sua maior porcentagem desde 2023.

A Counterpoint Research destaca o desempenho da Nothing e do Google. Ambas as empresas aumentaram suas vendas de celulares em 31% e 25%, respectivamente, em comparação com o ano anterior. Esses crescimentos não são suficientes para aumentar sua participação e figurar entre as 5 maiores, mas são números impressionantes para apenas um ano, especialmente para uma empresa tão jovem quanto a Nothing.

No geral, em 2025, as remessas globais de celulares cresceram 2%, metade do crescimento de 4% registrado em 2024. 2025 foi o segundo ano consecutivo de crescimento. No entanto, 2026 será um ano complicado para o mercado de celulares devido ao aumento exorbitante dos preços da memória. A empresa estima uma queda de 3% nas remessas devido ao aumento dos preços dos celulares.

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