Nissan Juke ganhará terceira geração em 2027

Além da evolução estética, modelo passará a ser elétrico

Nissan Juke
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Desde a primeira versão lançada em 2010, conhecida internamente pelo código de projeto F15 e derivada do concept car Nissan Qazana (veja nossa galeria de imagens), apresentado na primavera de 2009 no Salão de Genebra, o Nissan Juke sempre seguiu na contramão da filosofia clássica dos SUVs urbanos.

Desbravando o segmento muito antes dos Peugeot 2008 e Renault Captur, o Juke sempre colocou ênfase no estilo e em uma aparência musculosa, sem ceder nem um pouco aos cupês, mesmo que isso significasse sacrificar o espaço traseiro e a capacidade de carga. Uma postura que agradou, já que a primeira geração, que esteve no mercado de 2010 a 2019, conquistou 1,5 milhão de clientes.

Em 2019, o modelo que ainda está à venda atualmente assumiu o lugar do anterior, seguindo rigorosamente o mesmo caminho, mas sem o efeito surpresa. As vendas, aliás, refletem isso. Talvez seja por isso que o Nissan Juke de terceira geração, que será lançado em 2027, foi revelado sem aviso no dia 14 de abril. Assim como o primeiro da linha, o Nissan Juke III deriva de um concept car, neste caso o Hyper Punk, exibido pela primeira vez no Japan Mobility Show de Tóquio no outono de 2023.

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Um protótipo que, mais uma vez, impressiona com seu visual facetado no mais puro espírito do origami japonês. A ponto de, salvo alguns detalhes (tamanho das rodas, presença de retrovisores externos e de faróis na dianteira), a versão de produção parecer uma cópia fiel do conceito. Um visual bastante polarizador, que não vai agradar a todos, mas que, mais uma vez, o Juke assumirá perfeitamente. Há, nesse sentido, uma coerência e continuidade.

Uma nova estratégia energética

Outra surpresa aguarda o cliente: a transição para o elétrico! Isso porque esta terceira geração, que por enquanto ainda não revelou sua ficha técnica, se anuncia como 100% elétrica. Nesse sentido, a montadora já destaca a tecnologia V2G, o que significa que o veículo será capaz de redistribuir a eletricidade armazenada em sua bateria — cuja capacidade ainda não foi divulgada oficialmente — para a rede doméstica, caso necessário. Ao mesmo tempo, sua permanência na fábrica inglesa de Sunderland o tornará elegível ao bônus (incentivo financeiro) destinado aos veículos elétricos no mercado francês.

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No entanto, segundo nossas informações, o novo Nissan Juke deriva tecnicamente dos Renault Mégane e Scénic E-Tech, dos quais herdou a plataforma CMF-EV. Um chassi que permite ganhar alguns centímetros no comprimento, passando de 4,21 m no modelo atual para cerca de 4,30 m, ou seja, um porte próximo ao de um Peugeot 2008. Sob o capô, o Juke Mk3 opta por uma solução mais modesta: ele não utilizará os motores elétricos dos Mégane e Scénic, mas sim os de 120 e 150 cv dos R5 e 4L elétricos. E, assim como este último (antecipado pelo concept R4 Savane), contará ao longo de sua vida com uma versão de tração integral.

No entanto, se você ainda não está pronto para migrar para o elétrico, a Nissan manterá a atual segunda geração no catálogo. O atual modelo, vale lembrar, oferece a escolha entre um motor a gasolina de 114 cv e uma versão híbrida que soma 143 cv.

Este texto foi traduzido/adaptado do site L’Automobile Magazine.


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