Parece um protótipo de um veículo elétrico, mas, em seu interior, este modelo esconde um verdadeiro marco sanitário e sustentável. Trata-se da primeira ambulância solar homologada para circular em estradas e levar atendimento médico às pessoas que não têm fácil acesso a ele.
Seu nome, como informa a rede CNN World, é Stella Juva, e ela foi desenvolvida por um grupo de estudantes neerlandeses da Universidade Técnica de Eindhoven. Embora seus primeiros testes tenham sido realizados na África rural, seus resultados podem apontar algumas soluções para as regiões mais remotas de outros lugares.
A Stella Juva funciona graças à energia captada por painéis solares totalmente integrados ao seu teto. Além disso, conta com placas extensíveis que podem ser abertas quando a ambulância está parada para recarregar ainda mais energia. Assim, se as condições meteorológicas forem favoráveis, ela pode chegar a percorrer até 715 quilômetros e atingir velocidades máximas de cerca de 120 km/h, segundo as estimativas de seus criadores. Graças à sua bateria integrada de 50 kWh, além disso, seu funcionamento é garantido mesmo após o Sol se pôr.
O que tem dentro
Até aqui, parece apenas mais um veículo elétrico, mas o que torna esta ambulância um caso único no mundo é que a energia que gera com seus painéis também pode ser usada para realizar exames médicos graças ao seu equipamento de diagnóstico. A energia solar permite aos profissionais de saúde alimentar dispositivos como:
- um aparelho portátil de raios X
- um aparelho de ultrassom
- um desfibrilador externo automático
- sistemas de refrigeração para vacinas
Durante um dos testes, a equipe afirmou que, enquanto estava estacionada e utilizando simultaneamente os equipamentos médicos, a Stella Juva gerava mais energia solar do que a consumida por esses dispositivos. Por isso, seus criadores falam mais em uma clínica sobre rodas do que em uma ambulância propriamente dita.
Primeiros atendimentos
A Stella Juva estreou neste mês de agosto percorrendo a região de Narok, no Quênia, para realizar seus primeiros testes técnicos. Isso foi feito em colaboração com a ONG Amref Health Africa, que viu um enorme potencial nessa ambulância para prestar atendimento médico onde é difícil chegar.
Ao todo, a equipe percorreu mais de 800 quilômetros por estradas asfaltadas e caminhos sem pavimentação. Um dos trajetos mais complicados foi o que levou a Stella Juva até Mosiro, um ponto remoto sem eletricidade que só foi alcançado após seis horas de viagem.
Yarno Basten, da Solar Team Eindhoven, afirmou em entrevista que, nesse trecho final, uma barra de direção se quebrou. “Por sorte, essa peça foi projetada para ser a primeira a quebrar. Em apenas meia hora, a equipe conseguiu substituí-la por outra nova, de modo que Stella Juva pôde completar seu percurso”, disse o pesquisador.
Imagens: Solar Team Eindhoven
Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.
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