Uma unidade de processamento de pistache tornou-se uma ilha energética: 136 painéis solares e 108 kWh de baterias

Este exemplo demonstra como uma instalação fotovoltaica pode atender a um processo industrial com alta demanda energética, sem depender da rede elétrica convencional

Uma unidade de processamento de pistache tornou-se uma ilha energética: 136 painéis solares e 108 kWh de baterias.
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Fabrício Mainenti

Redator

Uma unidade de processamento de pistache em Las Mesas (Cuenca) opera com um sistema de geração fotovoltaica isolado da rede, o que lhe permite realizar suas atividades utilizando energia solar. O projeto foi executado pela Anbelo Solar em parceria com a Suministros Orduña.

Ambas as empresas desenvolveram uma solução capaz de gerar, utilizar e armazenar a energia necessária para manter em funcionamento os diversos processos industriais da unidade, com seus variados níveis de consumo.

É um exemplo de como as fontes renováveis ​​podem se tornar uma solução interessante para atender às necessidades energéticas de instalações industriais, inclusive no meio rural.

O novo "ouro verde"

A unidade agroindustrial dedica-se ao processamento de pistache, um dos principais ativos da terra em questão. De fato, o pistache é o novo "ouro verde" do campo, e a Espanha aspira a se tornar a grande fornecedora da Europa.

Nesse cenário, Castela-Mancha desempenha um papel de destaque: a região concentra cerca de 75% da produção espanhola e compete diretamente com líderes globais, como o Irã e a Califórnia.

O desafio: operar sem depender da rede

O centro de processamento de Las Mesas entrou em operação em 2024 e, desde o início, teve como objetivo suprir autonomamente suas necessidades energéticas e evitar a dependência da rede elétrica convencional, segundo os responsáveis ​​pelo projeto.

Para as diversas etapas da produção, o fornecimento de energia precisava ser suficiente e confiável para manter equipamentos de alto consumo, como câmaras frigoríficas, maquinário para a fabricação de cremes de pistache, torrefadora e sistemas de tratamento de água por osmose.

Energia solar como fonte exclusiva

Desde a sua implementação em 2024, a unidade foi concebida como uma instalação off-grid, autônoma e isolada da rede. Na primeira fase, a instalação contava com uma potência nominal de 30 kW e capacidade de armazenamento em baterias de 61,6 kWh.

Após obter resultados satisfatórios e incorporar novos processos de beneficiamento de pistache, a planta foi ampliada em junho de 2026 e agora conta com uma potência de 60 kW e uma capacidade total de armazenamento de 108 kWh em baterias.

Para isso, utiliza 136 módulos Canadian Solar de 585 W, totalizando uma instalação fotovoltaica de 78,56 kWp. Além disso, o sistema emprega sete baterias BYD Battery-Box Premium 15.4, que oferecem uma capacidade total de armazenamento de 108 kWh.

Ambos os sistemas são integrados por meio de uma arquitetura de acoplamento CA (AC coupling), permitindo coordenar a geração fotovoltaica, o sistema de armazenamento de energia e a gestão energética para adequar o fornecimento às demandas dos equipamentos.

Um oásis de energia

Segundo os responsáveis ​​pelo projeto, este exemplo demonstra como uma instalação fotovoltaica pode atender a um processo industrial com alta demanda energética, como é o caso do beneficiamento desse fruto.

O pistache é o produto que sai desta planta, mas a tecnologia por trás dela revela muito mais: as baterias e os painéis tornam possível que uma instalação com consumos tão variados seja também um oásis energético.

Imagem de capa | Suministros Orduña

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