Ser furtado em um evento lotado virou uma experiência quase banal para quem vive pelo Rio de Janeiro. Mas, em alguns casos, o problema não termina quando o celular some do bolso. Pelo contrário: ele só começa. Foi o que aconteceu com o influenciador Guga Figueiredo, que teve o iPhone furtado durante o Ensaio da Anitta, no dia 20 de janeiro, feriado estadual, no Rio Centro, na zona oeste carioca. Mas, o que começou com um furto, acabou se tornando alvo de um golpe sofisticado horas depois.
Logo após perceber o furto, Guga tentou fazer o que a maioria das vítimas faz: ligou repetidas vezes para o próprio número usando o celular da esposa e acessou a função Buscar iPhone, da Apple, que permite localizar e bloquear o aparelho remotamente. No entanto, pouco tempo depois, o dispositivo foi desligado, impedindo qualquer novo acesso à localização.
Horas mais tarde, já no hotel onde estava hospedado, a esposa do influenciador recebeu um SMS supostamente oficial da Apple. A mensagem informava que o “Find My iPhone” havia localizado um iPhone 15 Pro Max vinculado àquele número e trazia um link para “confirmar a localização”.
Essa foi a mensagem que Guga recebeu horas depois do furto. Créditos: Instagram/ @gugafigu
Ao clicar no endereço, a vítima foi direcionada para uma página que parecia muito ser oficial da Apple, com layout, tipografia e linguagem que imitavam os canais oficiais da empresa. A página exibia uma suposta localização do aparelho e solicitava algo perigoso: a senha de acesso do dispositivo, sob o pretexto de finalizar o processo de recuperação.
Ao digitar o código, os golpistas poderiam acessar o dispositivo do influenciador. Créditos: Instagram/ @gugafigu
É nesse ponto que o furto se transforma em golpe. Com a senha em mãos, os criminosos não apenas conseguem acesso total ao iPhone, como também podem desbloquear serviços vinculados à conta da vítima, incluindo compras na App Store, assinaturas e dados pessoais armazenados na nuvem. Em outras palavras, o prejuízo deixa de ser apenas material e passa a ser financeiro e digital.
A complexidade do caso mostra como está ficando cada vez mais sofisticada a “engenharia” aplicada ao roubo de celulares. Não se trata mais apenas de levar o aparelho e revendê-lo, mas de explorar o desespero da vítima e o timing do crime para lesá-lo ainda mais. Por isso, fique em alerta: a Apple não pede senhas por SMS, links ou páginas externas. Em nenhuma etapa do processo de recuperação de um iPhone a empresa solicita o código de acesso ou a senha do Apple ID fora de seus aplicativos oficiais ou do site acessado manualmente pelo usuário.
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