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Achávamos que a crise no Irã traria apenas colapso: o detalhe inesperado do magnata coreano que antecipou a guerra e fatura US$500 mil por dia no meio do caos

Compra antecipada de superpetroleiros permitiu ao empresário lucrar com a escassez de armazenamento em meio à crise energética do conflito

Estreito De Ormuz
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Quando as tensões estouraram no Irã e o Estreito de Ormuz foi fechado, uma passagem marítima fundamental para o abastecimento petrolífero mundial, o mundo inteiro se preparou para um colapso energético. Mas o que ninguém esperava era que um único homem estivesse preparado para essa investida e aguardando o caos de braços cruzados. 

Semanas antes do conflito no Irã começar, Ga-Hyun Chung, um herdeiro coreano, executou uma jogada arriscada e agressiva: ele comprou e alugou centenas de superpetroleiros vazios de uma só vez e os estacionou no Golfo Pérsico, a maior reserva mundial de petróleo e gás natural localizada entre o Irã e a Península Arábica.

Essa cartada inesperada de Ga-Hyun Chung acabou se tornando o maior pesadelo do mercado de petróleo. Com as rotas fechadas e o desespero por armazenamento regional, o magnata transformou sua frota marítima em uma mina de ouro flutuante, determinando os preços do mercado e cobrando uma taxa de nada de US$500 mil por dia apenas para armazenar o petróleo.

Estratégia antecipada do magnata rendeu bilhões no mercado de petróleo

Antes mesmo dos Estados Unidos e de Israel atacarem o Irã, no dia 28 de fevereiro deste ano, a empresa Sinokor, comandada por Ga-Hyun Chung, já vinha movimentando o mercado de forma incomum. Em poucas semanas, a companhia comprou e alugou um número expressivo de superpetroleiros, o que impactou o mercado global de navegação.

Parte desses navios foi posicionada estrategicamente no Golfo Pérsico ainda vazia, aguardando cargas. Na época, a movimentação parecia apenas mais uma aposta ousada em um setor conhecido por riscos elevados. Mas, com o fechamento do Estreito de Ormuz e o colapso das rotas tradicionais de exportação, esses mesmos navios se tornaram um recurso escasso e extremamente valioso no mercado.

Sem capacidade de escoar o petróleo, empresas passaram a buscar alternativas imediatas, e encontraram nos petroleiros Sinokor uma solução emergencial: o armazenamento de petróleo. Com isso, o  magnata coreano passou a controlar uma parcela significativa da oferta global de navios disponíveis, influenciando os preços de frete e armazenamento.

Navios parados viram depósitos de petróleo e geram lucros milionários em meio a guerra

Navio petroleiro em alto mar Com o início do conflito, navios petroleiros se tornaram um recurso escasso e valioso no mercado.

Com o mercado pressionado e a oferta de navios cada vez mais limitada, os superpetroleiros disponíveis passaram a valer muito. Para se ter uma ideia, a empresa Sinokor começou a cobrar US$500 mil por dia apenas para armazenar petróleo em seus navios, um valor quase dez vezes maior do que o registrado no ano anterior. Em rotas específicas, como o transporte do Oriente Médio para a Ásia, os custos por barril também dispararam, refletindo o desespero de empresas diante da falta de alternativas.

O tamanho da operação é impressionante. Estimativas do setor indicam que a empresa chegou a controlar cerca de 150 superpetroleiros, uma parcela significativa da frota global disponível. Esse domínio permitiu não apenas capturar a alta das tarifas, mas praticamente ditar os preços do mercado.

Ainda assim, o movimento não é livre de riscos. A própria crise que impulsionou os lucros pode, a longo prazo, reduzir a oferta global de petróleo, diminuindo a demanda por transporte marítimo. Mas, por enquanto, Ga-Hyun Chung conseguiu transformar uma aposta em um dos negócios mais lucrativos da crise.


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