Essa fofura pode ser o segredo para regenerar membros humanos — junto de outras 2 espécies inusitadas

O processo de regeneração pode ser aprimorado

Axolote
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A ideia de regenerar membros humanos ainda parece distante, mas um novo estudo sugere que estamos começando a entender como isso poderia acontecer. Pesquisadores reuniram pistas importantes ao investigar um gene comum presente em três espécies muito diferentes: salamandras, peixes-zebra e camundongos.

O destaque vai para o axolote — uma salamandra conhecida justamente por sua capacidade impressionante de regeneração. Esse pequeno animal consegue recriar membros inteiros, além de partes do coração, cérebro e até da medula espinhal. Mas ele não está sozinho nesse processo.

Os cientistas descobriram que um conjunto de genes, chamado SP (especialmente SP6 e SP8), está envolvido na regeneração em todas essas espécies. Isso sugere que existe um “programa genético universal” que pode ser ativado, ou simulado, para permitir a regeneração de tecidos.

Um gene em comum entre espécies muito diferentes

Para entender melhor o mecanismo, os pesquisadores analisaram como esses genes funcionam em cada organismo. O peixe-zebra, por exemplo, é capaz de regenerar suas nadadeiras rapidamente, enquanto camundongos conseguem recuperar parcialmente as pontas dos dedos, algo que também pode ocorrer em humanos, desde que certas condições sejam preservadas.

O ponto em comum está na pele regenerativa (epiderme), que ativa esses genes durante o processo. Foi aí que os cientistas decidiram ir além: o que aconteceria se esses genes fossem desativados?

Ao remover o gene SP8 em salamandras usando edição genética, os animais perderam a capacidade de regenerar ossos corretamente. O mesmo aconteceu com camundongos sem os genes SP6 e SP8. Ou seja, esses genes são essenciais para o processo.

Uma terapia genética que imita a natureza

Com essa descoberta, os pesquisadores deram um passo adiante. Em vez de apenas observar o fenômeno, eles tentaram replicá-lo.

Utilizando uma terapia genética experimental, a equipe conseguiu “compensar” a ausência desses genes em camundongos. A técnica envolveu a entrega de uma molécula chamada FGF8, que normalmente é ativada pelos genes SP. O resultado foi uma regeneração parcial de ossos nas pontas dos dedos.

Ainda está longe de recriar um braço ou uma perna, mas funciona como uma prova de conceito: talvez seja possível induzir o corpo humano a regenerar tecidos de forma mais avançada.

A cada ano, mais de 1 milhão de amputações ocorrem no mundo, muitas vezes causadas por diabetes, traumas ou doenças vasculares. A possibilidade de regenerar membros, em vez de substituí-los por próteses, é um objetivo antigo da medicina.

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