Dica do mecânico: “um carro gasta menos gasolina quando descemos uma ladeira usando o freio-motor”

Ao tirar o pé do acelerador com uma marcha engatada, o motor oferece uma resistência que ajuda a controlar a velocidade

Mecânico dá dica
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin é jornalista.

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Historicamente, o consumo de combustível dos carros tem sido motivo de preocupação em muitas famílias, sobretudo nestes tempos em que os preços estão nas alturas. De fato, cada aumento de preço é sentido na hora de encher o tanque, especialmente por quem precisa usar o carro diariamente e tem veículos que utilizam gasolina premium.

Além de comparar os preços dos postos de combustível, os bons ou maus hábitos ao volante também fazem diferença. O mecânico espanhol Juan José Ebenezer dedica um de seus vídeos nas redes sociais a uma manobra que alguns motoristas utilizam para tentar economizar gasolina quando encontram uma descida íngreme pelo caminho.

A dúvida é se vale mais a pena deixar uma marcha engatada ou trafegar em ponto morto, seja a transmissão do carro manual ou automática. “Como um carro ou uma moto consome menos quando estamos descendo uma ladeira?”, pergunta o mecânico.

Sua resposta é manter a transmissão engatada e aproveitar o freio-motor. Ao tirar o pé do acelerador com uma marcha engatada, o motor oferece uma resistência que ajuda a controlar a velocidade. Já em ponto morto, ele precisa continuar recebendo combustível para se manter em marcha lenta, mesmo que o veículo esteja avançando pela descida.

Freio

A diferença também afeta o uso dos freios. Sem a retenção do motor, o motorista precisa recorrer mais ao pedal para controlar a descida. Ou seja, além de aumentar o consumo de combustível, isso exige mais do sistema de freios. Em descidas prolongadas, esse esforço pode provocar superaquecimento e perda de eficiência, justamente quando é mais necessário controlar a velocidade.

Em um motor com injeção eletrônica, trafegar com uma marcha engatada e tirar o pé do acelerador pode ativar o corte de combustível durante a desaceleração. “Vamos cortar a injeção”, explica Ebenezer. As rodas mantêm o motor em movimento por meio da transmissão enquanto o carro continua avançando.

Isso acontece sob determinadas condições: não significa desligar o motor e, quando as rotações se aproximam da marcha lenta, a injeção pode ser retomada para evitar que ele desligue.

Ebenezer demonstra o funcionamento por meio do indicador de consumo instantâneo. “Com a marcha engatada, tiro o pé do acelerador e o consumo será zero”, anuncia antes da demonstração. Durante o percurso, o visor muda conforme ele utiliza o pedal: “Voltamos a acelerar, temos consumo novamente. Tiramos o pé e volta a zero”.

Aproveitar o freio-motor também não significa deixar de usar os freios durante toda a descida. A recomendação é ajustar a velocidade, manter uma marcha engatada e frear quando necessário, reduzindo para uma marcha mais curta se as condições exigirem.

A inclinação, as curvas e o trânsito determinam como enfrentar cada trecho. A economia de combustível vem de evitar acelerações desnecessárias e utilizar corretamente os recursos do carro, mantendo sempre o controle do veículo.

Imagem: Juan José Ebenezer e Nano Banana 2

Texto traduzido e adaptado do portal parceiro Motorpasión.


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