Você se lembra do Walkman? O aparelho que mudou para sempre a forma como ouvimos música surgiu no final da década de 1970 e nos permitiu reproduzir fitas cassete em qualquer lugar. Graças ao Walkman, podemos levar nossas músicas favoritas no bolso hoje em dia.
Quarenta e sete anos depois, a tecnologia evoluiu tanto que hoje precisamos apenas de um celular para ouvir música. No entanto, a nostalgia (e talvez o cansaço com os serviços de streaming) o trouxe de volta, com algumas melhorias.
A origem de uma revolução: uma breve história do Walkman
O primeiro modelo de Walkman foi o TPS-L2, criado pela Sony. Foi lançado no Japão em 1º de julho de 1979, com uma tiragem inicial de 30 mil unidades. Naquela época, a empresa japonesa não tinha certeza se daria certo.
Foi construído sobre o chassi de um gravador de fita cassete da Pressman, segundo a Sony, a pedido do então presidente honorário Masaru Ibuka. No entanto, outra versão sugere que o Walkman surgiu como um mero hobby para os técnicos, e que a gerência percebeu o potencial.
O primeiro lote esgotou em apenas dois meses e, em menos de um ano, o Walkman se tornou um sucesso. É claro que o aparelho gerou críticas na época por parte de adultos que alegavam que ele isolaria os jovens. Apesar disso, em 1981, um novo modelo, o WM-2, foi lançado: mais compacto e com botões reposicionados.
Este foi o modelo que realmente catapultou o Walkman para o sucesso e incentivou outras empresas, como Aiwa, Panasonic e Toshiba, a tentarem replicar a fórmula. Contudo, a chegada iminente dos CDs marcaria o início do fim das fitas cassete. Em 1984, o Discman surgiu, forçando a Sony a decidir uma nova direção para o Walkman, que não morreu, mas continuou se reinventando para sobreviver (chegando até mesmo aos celulares).
Por que as pessoas estão voltando ao Walkman?
O ressurgimento dos tocadores de cassete modernos não é apenas uma moda passageira ou simples nostalgia de uma época mais simples. Diversos estudos mostram que os jovens de hoje sofrem de fadiga digital e buscam se desconectar de seus celulares.
Diante dos algoritmos infinitos do streaming, a fita cassete oferece uma experiência física e intencional: não é possível pular músicas facilmente, é preciso virar a fita manualmente, e a música está contida em um objeto tangível que você pode tocar e colecionar.
Os herdeiros do Walkman
Hoje, diversas empresas buscam atender a essa necessidade de retorno ao analógico e relançaram o Walkman, claro, com algumas melhorias, como a capacidade de digitalizar suas fitas cassete, conectividade Bluetooth e carregamento USB-C. Estes são alguns dos modelos atualmente no mercado:
- Aurex AX-W10C (Walky): Um tocador de cassete sem fio com Bluetooth desenvolvido pela Toshiba.
- Byron Statics: Com rádio AM/FM e sistema de ativação por voz.
- DIGITNOW!: Destaca-se pelo estilo retrô e pelos fones de ouvido inclusos. Também possui conectividade Bluetooth.
- FiiO CP13: O principal atrativo deste aparelho é a qualidade de áudio e a durabilidade dos materiais. A bateria dura até 13 horas.
- It's OK!: Este reprodutor possui Bluetooth 5.0 e é compatível com entrada de 3,5 mm. Inclui um microfone e tem um design translúcido.
- We Are Rewind: Oferece bateria com duração de até 10 horas e permite gravação de áudio direta de um computador ou celular.
- Mystik: Projetado por ex-engenheiros da RCA, oferece reprodução estéreo com frequência de 100 Hz a 10 kHz e possui bateria recarregável.
A verdade é que muitos desses aparelhos não oferecem qualidade de áudio excepcional e, para quem sente nostalgia, a experiência não será a mesma de um toca-fitas original. No entanto, encontrar um Walkman original hoje em dia é um grande desafio, e eles podem atingir preços exorbitantes.
Matéria traduzida e adaptada do Xataka Espanha.
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