Tendências do dia

Picadas de escorpião aumentam no Brasil: saiba como se prevenir e o que fazer em caso de acidente

Entenda por que os acidentes se tornam mais comuns nos meses quentes e quais cuidados ajudam a evitar casos graves

Escorpião. Créditos: ShutterStock
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
laura-vieira

Laura Vieira

Redatora
laura-vieira

Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

435 publicaciones de Laura Vieira

Com a chegada dos meses mais quentes e úmidos, um velho conhecido volta a preocupar autoridades de saúde no Brasil: o escorpião. O aumento da temperatura cria condições ideais para a atividade desses animais, que se adaptam com facilidade ao ambiente urbano. O resultado é um crescimento nos registros de acidentes envolvendo escorpiões, especialmente em áreas residenciais.

O envenenamento por escorpião, conhecido como escorpionismo, ocorre quando o animal injeta sua substância tóxica pelo ferrão, o que pode causar desde dor intensa até complicações graves, principalmente em crianças. Por essa razão, é importante sempre estar preparado. A seguir, saiba como reconhecer os riscos, como agir em caso de picada e quais medidas tomar para se prevenir no dia a dia.

Entenda por que os escorpiões se espalham pelas cidades e quais são as espécies mais preocupantes

Engana-se quem pensa que os escorpiões estão presentes apenas em áreas rurais ou pouco habitadas. Hoje, a realidade é outra, e algumas espécies se adaptaram com extrema eficiência ao ambiente urbano, encontrando abrigo em entulhos, esgoto, ralos, frestas e dentro de calçados e roupas guardadas.

No Brasil, os escorpiões de maior importância em saúde pública pertencem ao gênero Tityus. Entre eles, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o que mais preocupa. Presente em todas as macrorregiões do país, ele apresenta o veneno mais perigoso e um uma capacidade incomum de reprodução, que dispensa a presença de machos, facilitando sua rápida expansão nas cidades.

Outras espécies, como o escorpião-marrom (Tityus bahiensis), o escorpião-amarelo-do-nordeste (Tityus stigmurus) e o escorpião-preto-da-amazônia (Tityus obscurus), também estão associadas a acidentes, com distribuição variada pelo território nacional. Crianças formam o grupo mais vulnerável, já que pequenas quantidades de veneno podem provocar quadros graves de saúde.

Saiba como se proteger, reconhecer os sinais de gravidade e agir corretamente após uma picada

Apesar das picadas dos escorpiões representarem um grande risco para a saúde da população, os acidentes podem ser evitados com cuidados simples, focados principalmente em reduzir os abrigos e as fontes de alimento dos escorpiões. Confira algumas dicas:. 

  • Manter quintais limpos; 
  • Evitar o acúmulo de entulho, folhas secas e materiais de construção;
  • Vedar frestas em paredes, pisos e rodapés;
  • Usar telas em ralos;. 
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usar;
  • Afastar camas das paredes.

Em caso de picada, a dor é intensa e imediata, podendo vir acompanhada de formigamento, vermelhidão e suor local. Em situações mais graves, podem surgir sintomas como vômitos, agitação, tremores, alterações cardíacas e dificuldade respiratória. Esses sinais indicam a necessidade de atendimento médico urgente.

O tratamento é feito exclusivamente em hospitais, com o uso de soro antiescorpiônico, aplicado conforme a gravidade do caso. O Ministério da Saúde alerta que não se deve testar métodos caseiros ou atrasar a ida ao serviço de saúde. 

Inicio