Você sabe identificar percevejos? Um inseto que parece como qualquer outro besouro pode causar muito problema. Mas, se você avistar algum próximo à janela ou nos arredores da cama, fique atento: podem ser duas espécies totalmente distintas.
Sob o termo popular de percevejo estão agrupadas diferentes famílias de insetos com comportamentos e hábitos bem particulares. Por essa razão, ao se deparar com um deles dentro de casa, a primeira coisa a fazer é identificar a espécie para adotar o método de controle mais eficiente.
Como diferenciar o percevejo que invadiu sua casa
Encontrar um percevejo perto de uma janela não indica necessariamente uma infestação instalada no colchão. O percevejo-marrom asiático (Halyomorpha halys) tende a aparecer no outono em busca de cantos protegidos para enfrentar os dias frios. Por outro lado, a proliferação dos percevejos-de-cama não tem ligação com o inverno: eles se multiplicam com vigor no calor do verão e pegam carona principalmente em bagagens, roupas e outros pertences. É o que apontam a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Associação Nacional de Empresas de Sanidade Ambiental da Espanha (ANECPLA).
Na fase adulta, o percevejo-marrom asiático apresenta corpo em formato de escudo, tons mesclados de marrom e mede entre 14 e 17 milímetros. Ele costuma pousar nas fachadas externas e entrar por pequenas frestas. Esse inseto não morde pessoas nem animais e não se reproduz no interior das residências, embora solte um odor desagradável quando se sente acuado ou é esmagado.
Já os percevejos-de-cama são significativamente menores, têm formato oval e achatado e alimentam-se exclusivamente de sangue. Costumam fazer seus ninhos nas costuras do colchão, estrados, cabeceiras de cama e fendas próximas às áreas de descanso.
Bloquear a entrada
Quando o invasor é o percevejo-marrom, a melhor estratégia consiste em barreiras físicas: checar a vedação de portas e janelas, consertar furos em telas mosquiteiras e tapar vãos ao redor de tubulações e passagens de fios.
Caso eles já tenham entrado, a remoção pode ser feita com as mãos ou por meio de um aspirador de pó. A Universidade de Minnesota recomenda recolher os insetos e mergulhá-los em um pote com água e detergente, desaconselhando o uso de inseticidas em ambientes internos para essa finalidade.
Mas como agir diante de percevejos-de-cama? Quando se trata de uma infestação dessa espécie, higienizar somente o colchão é ineficaz, pois dezenas de esconderijos acabam ignorados. A EPA detalha três etapas fundamentais: vistoria cuidadosa, aplicação de substâncias específicas e um acompanhamento rigoroso nas semanas seguintes.
Recomenda-se o uso de capas protetoras especiais para colchões e bases box, além de barreiras interceptoras instaladas nos pés da cama. No caso dos lençóis e cobertores, o ideal é colocá-los na secadora em temperatura elevada durante ao menos 30 minutos (se o tecido permitir), já que a lavagem tradicional muitas vezes não elimina os ovos. Após o procedimento, armazene as peças tratadas em sacos bem vedados para barrar nova infestação.
Embora circule a ideia de que o calor direto ou o álcool sejam soluções caseiras viáveis, a EPA adverte contra o uso de calor improvisado e de álcool — este último pelo extremo risco de incêndio. A ANECPLA pontua que o caminho mais seguro é acionar especialistas no controle de pragas com tratamentos certificados, evitando sprays domésticos comuns que podem apenas espalhar os insetos por outros cômodos.
Matéria adaptada de Xataka*
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