A Xiaomi resgatou a tela traseira em sua geração Pro com um objetivo bem claro: deixar de ser apenas um chamariz visual para fotos e passar a ter uma utilidade prática real. Com os Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max, a fabricante está levando essa proposta muito além e, diante de tudo o que preparou ao redor do recurso, parece que quer transformá-lo em uma peça central na experiência do celular.
Não se trata de uma aposta no escuro: a marca afirma que os cards da tela secundária já ultrapassavam quatro milhões de usos diários na geração anterior, enquanto os papéis de parede adicionados diariamente passavam de 3,5 milhões. Lu Weibing chegou a explicar que os usuários estavam pedindo utilidades muito diversas para esse espaço, e foi exatamente por isso que a empresa decidiu expandir drasticamente suas possibilidades neste ano.
A tela traseira começa a parecer uma plataforma própria
A mudança mais evidente está no catálogo de recursos, já que a Xiaomi preparou mais de 100 cards de aplicativos para a linha 18 Pro logo no lançamento. Não se trata apenas de notificações ou atalhos rápidos: há temporizadores para cozinhar ovos ou preparar miojo, controle de hidratação, sessões de Pomodoro, treinos físicos, contagem regressiva para férias, calculadora de cafeína, estudo de vocabulário e até ferramentas para ajudar a decidir o que comer.
A companhia também recheou essa área com pequenos jogos e utilitários bem específicos, deixando claro até onde pretende esticar esse conceito. Entre os cards exibidos estão 2048, sinuca, boliche, pescaria, testes de memória, exercícios matemáticos, jogos de reflexo, roletas, pedra-papel-tesoura, placares para mahjong ou basquete e até opções bastante pontuais, como um cronômetro para ferver macarrão.
O mais interessante é que a fabricante não pretende limitar a experiência a esses cem cards: a nova inteligência artificial dedicada permite gerar miniaplicativos via IA a partir de comandos do usuário. A empresa demonstrou exemplos como criar um contador, uma ferramenta para dividir despesas ou um card de monitoramento personalizado, dispensando a necessidade de a função ter sido desenvolvida previamente pela Xiaomi.
Isso transforma profundamente o papel da tela traseira, que deixa de executar um catálogo fechado de opções para se adaptar a necessidades sob medida. Em vez de abrir um aplicativo completo no display principal para resolver tarefas triviais, a proposta é liquidar muitas dessas ações direto no painel traseiro, por meio de interações ágeis e sem precisar navegar pelo sistema principal.
A Xiaomi também quer transformar o display em um espaço muito mais pessoal
O outro pilar fundamental é a personalização, já que esse display também recorre à IA para criar papéis de parede, avatares e ilustrações pensadas sob medida para aquele formato. Foram apresentados exemplos com animais de estimação virtuais, personagens renderizados e designs customizados a partir de fotos, além de manter as notificações dinâmicas e outros efeitos visuais que já marcavam presença no modelo anterior.
Ao analisar o volume de novidades apresentadas, fica evidente que a marca não encara mais essa tela como um mero detalhe estético no design, mas como um ambiente próprio dentro do HyperOS 4. Contar com mais de cem cards logo de saída já é expressivo, mas dar à IA a liberdade de criar novas ferramentas sob demanda é o que pode consolidar de vez a utilidade dessa tela traseira no dia a dia.
Matéria traduzida de MundoXiaomi*
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