Esqueça o water cooler: entusiasta testa rodar o PC dentro de um freezer e o resultado desafia a lógica

Máquina recebeu mais desempenho e alguns FPS extras mesmo em -28 Cº

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Muitos entusiastas de hardware e overclockers já se perguntaram se colocar um computador dentro de um congelador resolveria todos os problemas de superaquecimento. O YouTuber TrashBench decidiu tirar a prova e, embora o experimento tenha um valor prático limitado para o usuário comum, ele provou que, com as precauções certas, a máquina não apenas sobrevive ao frio extremo, como ganha um fôlego extra em desempenho.

O experimento utilizou um hardware modesto, composto por um processador Intel Core i7-9700K e uma placa de vídeo GTX 1070. O computador foi colocado dentro de um congelador do tipo baú, que recebeu isolamento extra na tampa para evitar a entrada de ar externo.

O desafio da umidade e do gelo

O maior inimigo de eletrônicos no frio não é a temperatura baixa, mas a condensação — a umidade que vira água e queima os componentes. Para evitar que o PC "derretesse", o YouTuber utilizou estratégias inteligentes:

  • O hardware foi pendurado por tiras de borracha para não encostar nas paredes geladas.
  • Foram usadas grandes quantidades de sílica gel para absorver toda a umidade do ar interno.
  • O sistema ficou desligado por um tempo até que o ar interno chegasse a constantes -26°C antes do início dos testes.

Graças a essas medidas, ao final do experimento, o hardware estava completamente seco, algo raro nesse tipo de tentativa.

Ganho real de desempenho: vale a pena?

Com o ambiente super-resfriado, o entusiasta conseguiu realizar um overclock na GPU, ganhando cerca de 240 MHz de margem adicional. Na prática, isso se traduziu em ganhos reais de quadros por segundo (FPS) em jogos pesados:

Cyberpunk 2077:  +4 FPS

Far Cry 6: +3 FPS

Shadow of the Tomb Raider: +8 FPS

Apesar de tecnicamente funcional, a conclusão de TrashBench é que o esforço não vale a pena para o dia a dia. O consumo de energia do congelador e a complexidade para manter a umidade sob controle superam os ganhos modestos de frames. O método pode ser interessante para quem busca recordes mundiais de overclocking extremo, mas para o jogador comum, investir em um bom sistema de refrigeração a ar ou líquido continua sendo a melhor opção.

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