Uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol está prevista para atingir a Terra nesta sexta-feira (9), com potencial para provocar uma tempestade geomagnética moderada de nível G2. O fenômeno pode ampliar a área de ocorrência das auroras boreais e austrais, permitindo que sejam observadas em regiões mais distantes dos polos do que o habitual.
O espetáculo não poderá ser visto do Brasil. A possibilidade de observar as auroras dependerá da intensidade da tempestade e da interação entre as partículas solares e o campo magnético terrestre.
O que é uma tempestade geomagnética?
Uma tempestade geomagnética acontece quando partículas e campos magnéticos transportados pelo vento solar interagem com a magnetosfera, a região que envolve e protege a Terra. Uma das principais causas desses eventos são as ejeções de massa coronal (CMEs), grandes nuvens de plasma lançadas pelo Sol.
A NOAA classifica as tempestades geomagnéticas em uma escala de G1 a G5, da menor à mais intensa. O nível G2 é considerado moderado e pode provocar alterações em sistemas de energia, satélites e comunicações de rádio em determinadas condições.
Por que as auroras podem aparecer mais ao sul?
As auroras boreais e austrais surgem quando partículas energéticas interagem com gases da atmosfera terrestre, liberando energia na forma de luz. Normalmente, elas são mais frequentes em regiões próximas aos polos magnéticos.
Auroras Boreais são aquelas que ocorrem no Hemisfério Norte do planeta. Foto: Shutterstock
Durante tempestades geomagnéticas, a interação entre o material lançado pelo Sol e o campo magnético terrestre pode ampliar a região em que as partículas energéticas entram na atmosfera.
Por isso, a faixa de ocorrência das auroras se desloca para latitudes mais baixas, permitindo que o fenômeno seja observado em locais mais distantes dos polos do que o habitual. A extensão desse deslocamento depende da intensidade da tempestade e da orientação do campo magnético trazido pela ejeção solar.
A previsão para os próximos dias indica possibilidade de auroras em regiões como o sul da Nova Zelândia e a Tasmânia, no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte, áreas da Escócia e de outras regiões próximas também podem ter oportunidades de observação.
Tempestade solar atinge a Terra a partir de 9 de outubro
A previsão inicial da NOAA aponta condições entre G1 e G2 em 9 de outubro, associadas à ejeção de massa coronal registrada no dia 6. No entanto, o horário de chegada e a intensidade do fenômeno ainda são incertos.
As Auroras Austrais estão presentes no Hemisfério Sul, sendo mais visíveis na Antártida. Foto: Shutterstock
Além disso, outras ejeções e mudanças na atividade solar podem influenciar as condições geomagnéticas até 11 de outubro. Por isso, as previsões continuam sendo atualizadas conforme os observatórios coletam novos dados.
Para quem pretende observar auroras, a recomendação é acompanhar os boletins de clima espacial e verificar as condições meteorológicas locais. Mesmo com uma tempestade prevista, a ocorrência do fenômeno em uma região específica não é garantida. No Brasil, a atividade esperada não deve tornar as auroras visíveis.
Imagem de capa gerada por inteligência artificial.
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