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Robôs humanoides viram nova aposta das montadoras chinesas; Chery quer que levemos o dela para dentro de casa

Chery mira o ambiente doméstico enquanto XPeng, Xiaomi e BYD exploram a robótica nas fábricas e concessionárias

Mobo da AiMOGA
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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O mercado de robôs humanoides está cercado de dúvidas. Não sabemos qual será sua verdadeira utilidade fora dos ambientes industriais, nem se eles serão a grande revolução que prometem, mas uma coisa está clara: todas as empresas que estão se beneficiando desse mercado são chinesas. O compromisso da China com a robótica é tão grande que até as fabricantes de carros estão desenvolvendo seus próprios robôs. A mais recente a aderir à moda dos humanoides foi a Chery.

O primeiro robô humanoide da AiMOGA, a marca de robótica da Chery, foi batizado de Mobo. Diferenciando-se das propostas de outras fabricantes do setor, trata-se de um robô projetado para fazer companhia dentro de casa. Isso já fica evidente em seu design, com um estilo muito mais simpático e infantil, que foge do padrão dos humanoides de tamanho natural. O Mobo mede cerca de 90 centímetros de altura e pesa 18 kg.

O Mobo funciona com seu próprio sistema de IA, chamado MoAgent, que, segundo a marca, é capaz de compreender instruções complexas e dividi-las em pequenas tarefas, além de planejar atividades de longo prazo. Ele conta com sensores capazes de reconhecer o ambiente para se locomover pela casa, pode conversar e se lembra das preferências de cada membro da família. Quanto às suas capacidades físicas, a AiMOGA fala em “movimento de corpo inteiro com 22 graus de liberdade” e, caso você esteja se perguntando: sim, ele pode dançar.

Por que a Chery fabrica um robô doméstico

Esse não é o primeiro robô humanoide da AiMOGA, mas é o primeiro projetado para fazer companhia dentro de casa. O Mobo se junta ao robô Mornine, desenvolvido para trabalhar nas concessionárias e fábricas da empresa como assistente. Segundo a companhia, essa é uma forma de aproveitar sua experiência na fabricação de carros e sua cadeia de suprimentos para entrar em um novo mercado que está em plena expansão no país.

Para entender a estratégia da Chery, também é preciso observar o que as concorrentes estão fazendo:

  • Xpeng: seu humanoide IRON já passou dos protótipos para uma linha de produção específica. A empresa anunciou recentemente que a linha entrou em operação e prevê avançar para a fabricação em larga escala até o fim deste ano.
  • BYD: embora ainda não tenha apresentado nenhum robô, a companhia deixou clara sua intenção de encher suas concessionárias de robôs humanoides.
  • Xiaomi: testou seus próprios robôs humanoides na fábrica onde produz carros elétricos. Seu plano é industrializá-los para ampliar sua implementação nas fábricas.
  • GAC: o grupo já desenvolveu dois robôs, o GoMate e o GoMate Mini, dois humanoides com rodas. O GoMate pode alternar entre uma configuração de quatro rodas e outra de duas, enquanto a versão Mini foi projetada para prestar assistência em instalações, logística e serviços.

Outras fabricantes do setor estão levando suas propostas para ambientes industriais ou concessionárias, enquanto a Chery aposta em um território ainda inexplorado, como o ambiente doméstico. Faz sentido as empresas automobilísticas fabricarem robôs? A princípio, sim, já que um carro inteligente compartilha muitos dos fundamentos de um robô móvel, desde a percepção e o controle até os atuadores, o software e as cadeias de suprimentos. A XPeng estima que 70% de sua base tecnológica pode ser transferida de um campo para o outro.

Imagem | Chery

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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