Em sua jornada interminável para se tornar uma pessoa normal, Mark Zuckerberg descobre a moda

Ele mesmo compra as próprias roupas, muitas delas pelo Instagram

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Se olharmos para fotos antigas de Mark Zuckerberg, a mudança em seu estilo é abismal. Ele usa o cabelo mais comprido, tem uma aparência mais masculina e seu guarda-roupa passou de jeans e moletons cinza para camisas de gola mandarim, camisetas de grife, correntes e marcas de luxo. O CEO da Meta falou sobre moda e estilo com Vanessa Freidman, diretora de moda do jornal The New York Times.

Zuckerberg começou a experimentar roupas ousadas durante a pandemia. Costumava usar bermudas com estampas mais ousadas que ninguém podia ver nas longas videochamadas, mas depois começou a aparecer assim em público. O MMA também influenciou sua maneira de se vestir: Zuckerberg começou a apostar em conjuntos mais largos, inspirados nas roupas que os lutadores costumam usar. Em 2024, houve um ponto de virada quando mostrou seu novo estilo em uma sessão de fotos que sua esposa, Priscilla Chan, lhe deu de presente.

O que começou como uma escolha prática durante o confinamento foi se transformando em um hobby consolidado. Embora tenham surgido rumores de que tudo fazia parte de uma estratégia de marketing com um estilista por trás, na realidade o próprio Zuckerberg dedica tempo a procurar roupas, descobrir marcas e experimentar diferentes combinações.

Onde Zuckerberg compra suas roupas? O lógico seria pensar que ele frequenta lojas de luxo exclusivas, mas, segundo Priscilla Chan, “Acho que ele nunca entrou em uma loja”. Em vez disso, Zuckerberg faz muitas compras pelo Instagram e deixa que o algoritmo recomende novas peças para ele: "Você começa a comprar camisetas e então aparecem muitos outros anúncios de camisetas, e aí você pensa: 'Tudo bem, na verdade essas camisetas são melhores do que as que comprei ontem'". Ao ser perguntado se acredita que essas compras algorítmicas viciam os usuários, ele responde que não.

Zuckerberg Zuckerberg em 2019 e em 2025. Imagens: Wikipedia, Meta

Mas comprar pelo Instagram nem sempre dá certo para ele. Certa vez, comprou uma peça e usou seu e-mail, seu cartão de crédito e seu endereço residencial. A loja pensou que fosse alguém se passando por ele e cancelou a compra por temer que fosse uma fraude.

A relação com a Meta e os óculos inteligentes

O interesse de Zuckerberg por moda e design coincide com a aposta da Meta nos óculos inteligentes. O objetivo, mais do que vendê-los como um simples wearable tecnológico, é que sejam um acessório associado a celebridades, marcas e tendências de moda. A nova imagem de seu CEO funciona como uma demonstração pessoal dessa estratégia.

Recentemente, a Meta anunciou novos modelos de óculos com diferentes armações, incluindo seus primeiros óculos sem câmera, uma resposta clara às polêmicas envolvendo o produto, como a gravação sem consentimento. É aí que está o verdadeiro desafio: conseguir que os Ray-Ban Meta deixem de ser percebidos como um acessório de vigilância.

Como dissemos, a virada de estilo de Zuckerberg ocorreu em 2024, quando ele se despediu de seu estilo discreto e básico para começar a projetar uma imagem mais masculina e atlética. No entanto, embora a mudança seja mais do que evidente, isso não significa que tenha transformado a maneira como o público o percebe. Em uma pesquisa do Pew Research Center publicada em fevereiro de 2025, dois terços dos estadunidenses tinham uma opinião desfavorável sobre ele, uma avaliação ainda pior do que a de Elon Musk.

Imagem | Xataka com Magnific

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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