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A alternativa se você não pode colocar placas solares: persianas solares para ter eletricidade de graça

A ideia não é competir com os sistemas tradicionais de placas solares, mas sim complementá-los

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Bárbara Castro

Redatora

Quando falamos em gerar energia limpa com painéis solares, o mais comum é pensar nas típicas placas instaladas em telhados. No entanto, aos poucos começaram a surgir alternativas inovadoras: painéis solares transparentes, outros instalados suspensos em varandas, integrados a toldos e, agora, também em formato de persianas.

Um elemento tão comum nas residências pode se transformar em uma fonte de energia limpa, ao mesmo tempo em que protege o interior do imóvel contra o calor e os raios solares. É exatamente isso o que propõe a empresa alemã EHRET ao lançar o SolarSlide, um sistema de persianas de correr que incorpora painéis solares na própria estrutura.

Ao mesmo tempo, decoram a fachada

A solução foi pensada para edifícios com pouco espaço de telhado, servindo de complemento às instalações convencionais de energia solar e aproveitando uma área que até então passava despercebida.

A proposta da marca converte elementos passivos de sombreamento — como as persianas — em geradores ativos de energia fotovoltaica. Em vez de adicionar suportes para módulos tradicionais, a própria persiana atua como painel solar.

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O conjunto utiliza módulos monocristalinos do tipo vidro-vidro protegidos por uma moldura perimetral de alumínio lacado. Visualmente, parecem persianas convencionais, já que o circuito das células fica disfarçado para manter a estética moderna de uma esquadria padrão.

Em seu catálogo oficial, a fabricante alemã disponibiliza duas soluções distintas: a versão Standard e outra batizada de Pro.

A primeira opção, a versão Standard, foi projetada para se conectar à rede elétrica global do edifício. Ela demanda cabeamento até um inversor centralizado independente e pode ser integrada a sistemas de baterias residenciais já existentes.

Já a SolarSlide Pro vai além. Trata-se de um modelo autônomo que conta com um microinversor acoplado diretamente na folha da persiana, cuja área total de captação pode atingir até 2.000 Wp. O recurso permite converter a corrente contínua em alternada logo no vão da janela. Vale lembrar, contudo, que para aproveitar a eletricidade em momentos sem radiação solar direta é indispensável adicionar acumuladores ou baterias externas.

Formatos, potência e limitações práticas

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A EHRET produz folhas sob medida que variam desde 550 × 800 mm até o formato máximo de 1.500 × 2.800 mm (4,2 m² de área). Nesse tamanho maior, equipado com 128 células solares integradas, a potência nominal atinge cerca de 653 Wp.

No papel, tudo parece perfeito, mas há pontos fundamentais que não devem ser ignorados. O primeiro deles é o peso: essas persianas fotovoltaicas são muito mais pesadas que as tradicionais, chegando a cerca de 22,6 kg por metro quadrado — sem incluir ferragens de sustentação ou inversores. Essa carga exige cuidado especial, sobretudo se a intenção for automatizar o sistema.

Além disso, embora a fabricante ofereça acabamentos fosco, brilhante ou texturizado, além de oito cores padrão (como cinza-antracite, terracota, verde ou dourado) para harmonizar com o projeto arquitetônico, ela alerta para a variação de eficiência conforme a cor: enquanto os painéis escuros entregam rendimento máximo, tons claros ou avermelhados podem sofrer perdas de geração próximas a 20%.

A dinâmica de uso também impõe desafios, pois a eficiência está diretamente condicionada à mobilidade. Como são elementos de correr, se a folha for deslocada sobre uma parte opaca da fachada que esteja na sombra, a produção de energia cai na hora.

Por fim, devido à posição vertical com inclinação a 90°, elas não atingem o mesmo rendimento de um módulo inclinado no ângulo ideal. Em contrapartida, esse tipo de montagem consegue aproveitar melhor o sol mais baixo no horizonte, apresentando um comportamento comparativamente mais vantajoso no inverno do que no auge do verão.

Matéria traduzida de Xataka*

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